A Telessaúde Bahia (FESF SUS – SESAB) promove o Webinário Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG): Cenário e Estratégias do Estado da Bahia no ano de 2026 com o objetivo de alinhar as condutas clínicas às demandas atuais de saúde pública, à Telessaúde Bahia (FESF-SUS/SESAB). A iniciativa visa capacitar equipes multidisciplinares de saúde, a partir de estratégias atualizadas e práticas baseadas em evidências, fortalecendo a rede de assistência à saúde em todo o estado da Bahia.
De acordo com a coordenadora do Núcleo Telessaúde da FESF SUS, a enfermeira Gladys Oliveira, “capacitar a linha de frente é a melhor estratégia de defesa contra surtos sazonais e novas variantes”. Para ela, “a notificação compulsória é fundamental para o controle epidemiológico estadual e nacional”, destaca.
Com o aumento da circulação de vírus respiratórios, a identificação rápida da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é fundamental para reduzir a mortalidade hospitalar. Para enfrentar esse desafio, profissionais de saúde intensificam o treinamento focado nas intervenções e no diagnóstico imediato.
A SRAG não é uma doença única, mas uma condição de urgência causada por agentes como Influenza (H1N1 e H3N2), que continua sendo um grande causador de internamentos graves; COVID-19 e Vírus Sincicial Respiratório (VSR), especialmente perigoso para identificação rápida da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é fundamental para reduzir a mortalidade hospitalar.
Os Desafios do Manejo Clínico
Os sinais de alerta precisam ser descobertos a tempo porque o manejo da SRAG exige precisão técnica, desde a triagem inicial até o suporte ventilatório em unidades de terapia intensiva. Para o infectologista, Dr. Antonio Bandeira, “o maior erro no manejo da SRAG é esperar o paciente ficar ‘roxo’ ou sem fôlego para buscar o hospital. Ao primeiro sinal de queda de saturação, hipóxia silenciosa, a intervenção médica deve ser imediata para evitar a intubação”, alerta o especialista.
Sobre Antonio Bandeira
Membro-diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, professor na UniFTC Salvador, o infectologista atua como médico no Hospital Aeroporto, onde é coordenador da área. Tem mais de 20 publicações internacionais, incluindo a publicação que referenda sua descoberta da presença do vírus Zika no Brasil em 2015. É mundialmente conhecido por ter sido um dos cientistas que identificou o vírus Zika no Brasil em 2015. Foi essa expertise em vírus emergentes, que deu a ele uma base científica sólida para analisar o comportamento da SARS logo no início da pandemia.
Sobre a Telessaúde Bahia
O Telessaúde Bahia é um programa estratégico do Governo do Estado, gerido pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS) em parceria com a Secretaria da Saúde (SESAB). Seu foco principal é levar suporte técnico e especializado aos profissionais que atuam na ponta do sistema público (SUS), especialmente na Atenção Básica, utilizando a tecnologia para superar barreiras geográficas.
26/03/2026 16:27
26/03/2026 15:33
26/03/2026 10:55