Teve início no último dia (6) e segue até o dia (11), em Vitória da Conquista, o segundo módulo da Oficina 2 do EpiSUS Fundamental, programa estratégico voltado à formação de profissionais para atuação na vigilância em saúde. A iniciativa marca mais uma etapa no fortalecimento da capacidade técnica do Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia.
Participam da oficina profissionais dos municípios de Vitória da Conquista, Belo Campo e Barra do Choça, além de técnicos dos Núcleos e Bases Regionais de Saúde das regiões Sudoeste e Sul do estado.
Ao longo da semana, as atividades têm como foco a investigação de surtos, a análise de dados epidemiológicos e a integração entre a epidemiologia de campo e o laboratório. A proposta é ampliar a capacidade de análise e garantir respostas mais rápidas e eficazes diante de eventos de relevância em saúde pública, sempre com base em evidências e atuação coordenada.
As atividades também incluem a preparação para a Oficina 3, etapa final da formação, que marcará a conclusão do ciclo de capacitação dos treinandos. A oficina reúne cerca de 40 participantes, entre instrutora, tutores, equipe de apoio e profissionais em formação, reforçando o compromisso com o fortalecimento da vigilância em saúde no estado.
O EpiSUS (Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS), iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa), tem como objetivo qualificar profissionais para atuação direta nos serviços de vigilância. O programa capacita técnicos para detectar e intervir de forma oportuna em cenários de relevância e emergências em saúde pública.
Inspirado em um modelo internacional de treinamento em serviço, o EpiSUS alia teoria e prática, aproximando o aprendizado da realidade dos territórios. Na modalidade Fundamental, é voltado à formação inicial de profissionais que atuam na linha de frente da vigilância em saúde, especialmente nos níveis estadual e municipal.
Segundo a instrutora Samantha Andrade, ainda há desafios importantes no cotidiano dos serviços. “Na prática, muitos profissionais enfrentam dificuldades para identificar o momento adequado de iniciar uma investigação, definir objetivos e conduzir o processo de forma estruturada, respeitando suas etapas”, destaca.
Ela também ressalta a importância da integração com o laboratório. “Essa interface é fundamental, especialmente na fase descritiva, sendo determinante para o desenvolvimento das etapas seguintes e para a definição da resposta ao evento”, explica.
Nesse contexto, o EpiSUS se consolida como uma ferramenta essencial para fortalecer a capacidade de detecção e resposta a emergências em saúde pública, especialmente no nível local, contribuindo diretamente para a proteção da população e o aprimoramento contínuo do SUS.
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