Implantada há apenas um mês, a Central de Transporte do Hospital do Subúrbio (HS) já coleciona resultados positivos, percebidos pela equipe multidisciplinar da instituição. A agilidade no transporte de pacientes, com a redução do tempo de espera, é apontada como a principal consequência da criação da Central, que possui uma base fixa e foi responsável por integrar os agentes de transporte que passam a atender todo o hospital. Antes um número de agentes ficava disponível apenas para determinado setor, agora todo o grupo se reveza de forma a percorrer as diferentes unidades, seja Emergência, Unidades de Terapia Intensiva, Bioimagem ou Unidades de Internação Aberta.
“Está sendo tudo novo para mim. Estou mais motivado para trabalhar, sinto como se fosse o meu primeiro dia de trabalho. Com a Central, o serviço ficou bem distribuído e equilibrado. Só tenho a agradecer”, relatou o agente de transporte Eloísio Alves. A motivação de Eloísio é um sentimento compartilhado por seus colegas, diante da mudança na organização do Serviço. “Por conta da demanda diferente entre os setores, o volume de serviço não era o mesmo para todos. Agora ficou mais justo e dinâmico”, disse o agente de transporte José Cavalcante.
Outras sensações comuns entre os agentes de transporte são de acolhimento e união. “O fato de termos uma base fixa promoveu a aproximação entre os colegas e melhorou o diálogo. Pudemos nos conhecer melhor e entender mais o outro. Também passamos a ter uma mesma Coordenação, que se preocupa com todos da mesma maneira. Isso nos motiva por saber que temos com quem contar. Melhoramos o nosso dia a dia, a autoestima e o nosso trabalho”, pontuou Luís Fernando Saturno, agente de transporte.
Cerca de 230 transportes são realizados diariamente no Hospital do Subúrbio. Os chamados frequentes pelo “bocão” (sistema de som interno), que solicitavam o comparecimento de um agente de transporte quando necessário, ficaram no passado. Como os profissionais ficam reunidos na Central, basta ligar para o local e falar com o auxiliar administrativo de prontidão. Logo em seguida, um agente de transporte se desloca para a unidade solicitante. “Muitos profissionais das unidades se sentiam desassistidos. A Central nos permitiu promover uma assistência melhor”, afirmou o auxiliar administrativo Igor Ferreira. “Agora nenhum setor alega que estamos demorando. Estamos todos falando a mesma língua”, acrescentou o agente de transporte Paulo Emílio Almeida.
Para a coordenadora de Acesso, Michele Lima, a Central representa um ganho tanto para o paciente, cujas demandas são resolvidas com maior agilidade garantindo, inclusive, maior segurança no processo assistencial, como para a instituição. A efetivação da saída hospitalar, por exemplo, tende a ser mais rápida com os deslocamentos do paciente ocorrendo de maneira fluida de um setor a outro, para a finalização de algum exame pendente.