As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) fazem parte da realidade dos usuários do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) há quase sete anos, quando começou a funcionar o ambulatório com serviços que complementam o tratamento convencional, de forma integrada. Quem conhece, adora, como já ficou registrado em avaliação e, também, pela assiduidade ao ambulatório, que oferece Reiki, Homeopatia, Auricoloterapia, Reflexologia Podal e Yoga.
Pela importância do ambulatório, o Cedeba marcará sua participação na segunda edição do “Maio das PICS”, evento online produzido por várias entidades ligadas às Práticas Integrativas e Complementares em Saúde do estado da Bahia. Serão duas palestras na sede do Centro de Referência. No dia 5 de maio (quinta-feira), às 11h30, o tema da palestra será “Um panorama das PICS na Bahia: das experiências às evidencias” e terá como expositora a biomédica acupunturista, mestre em Imunologia e doutoranda em Medicina e Saúde Pública, Renata Roseghini.
Já no dia 19 de maio, às 11h30, a equipe do Cedeba terá a palestra “Politica Estadual de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde: o processo de implantação”, tendo como palestrantes a especialista em gestão de Sistemas de Saúde e enfermeira da Diretoria de Gestão do Cuidado da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia SESAB/SAIS/DGG, Maria Luisa de Castro Almeida, e a diretora em Saúde Coletiva (ISC/UFBA), também sanitarista de Gestão do Cuidado (SESAB/SAIS/DGG), Suzana Costa Carvalho Neri.
Avaliação Positiva
Segundo a líder do ambulatório de PICS do Cedeba, Pilart Dacal, os resultados do ambulatório têm sido muito positivos. Além da excelente frequência, os relatos são de melhora do quadro geral de saúde: dos sintomas físicos, como mal-estar gástrico e intestinal e tensões no corpo, dores, e até mesmo de sintomas mais emocionais como estados de ansiedade, insônia e depressão.
A expectativa dos pacientes quando vêm para o Ambulatório de Práticas Integrativas é diferente, porque eles associam com alívio e bem-estar. “As práticas integrativas tratam a doença no aspecto mais amplo do ser: complementando o tratamento físico, trabalham o extrafísico”, pontua a endocrinologista Flávia Resedá, uma das idealizadoras do ambulatório de PICS do Cedeba. Para a implantação do ambulatório foi muito importante a experiência bem sucedida do Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Hospital das Clínicas).
O uso de práticas alternativas e complementares começou no mundo na década de 70, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou o Programa de Medicina Tradicional Chinesa – Acupuntura. No Brasil, o PICS começou a ser concebido com a criação do SUS, na década de 80, mas a política só foi aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde em 2006. Dados de 2016 mostram que até aquele ano, 1,7 mil municípios brasileiros já ofereciam PICS, sendo 75% da oferta na atenção básica, 18% na atenção especializada e 4% na atenção hospitalar, com um total de 2 milhões de atendimentos/SUS. No mês de maio é comemorado o aniversário da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares.
Ascom Cedeba