Elas são técnicas em enfermagem do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) e realizam atividades comuns aos colegas de profissão. Mas nas tardes de quarta-feira, tomam a direção do ambulatório de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). Sendo maio o mês de aniversário de criação do Programa das PICS e, também, dedicado aos profissionais de Enfermagem (enfermeiros, técnicos e auxiliares), Cecilia Maria Nascimento Oliveira, 53 anos, e Iraildes Cassia, 57 anos, falam com entusiasmo e encanto sobre o trabalho que desenvolvem no ambulatório de PICS do Cedeba.
Iraildes conta que, mesmo antes do ambulatório de PICS, quando trabalhava em hospital, já percebia como uma massagem de conforto, ou mudança de posição contribuía para aliviar a dor de quem estava no leito. Ela fez curso técnico de várias massagens, mas depois do curso de Reiki, gostou tanto que ao ingressar no ambulatório de PICS, do Cedeba, desde a fundação, há seis anos, dedicou-se à técnica. Iraildes aplica Reiki Xamânico, prática que associa ensinamentos dos índios.
Troca de energia
As avaliações positivas dos usuários do Cedeba que frequentam o ambulatório de PICS animam as profissionais de Enfermagem. ”Eles se referem a alívio de dores e melhora da ansiedade e da qualidade do sono”, como pontua Iraildes. Ela destaca que “também é bom para mim, porque na aplicação do Reiki há uma troca de energia.
Além de técnica de Enfermagem, com muita estrada – trabalhou antes do Cedeba nos hospitais Manoel Vitorino e São Rafael, Iraildes fez o curso de tecnóloga em Estética pela Unifacs, mas admite que adora aplicar Reiki. Acredita que sua preferência por práticas integrativas tenha origem na admiração pelo trabalho do avô Antônio Sampaio de Oliveira, que acreditava no poder das folhas, tendo sido conhecido por “Dr. Raiz.”
No Cedeba há mais de dez anos, mas com 30 anos de serviço, Iraildes adora a profisssão. E a alegria aumentou com a criação do ambulatório de PICS do Cedeba, há quase sete anos, onde começou a trabalhar desde o início. Iraildes às vezes pensa em voltar a estudar e já definiu sua escolha: Terapia Ocupacional.
Estímulo ao autocuidado
Na implantação do ambulatório de PICS no Cedeba, o apoio do Hospital das Clinicas da UFBA foi muito importante. Foi lá que Cecília fez o curso de Reflexologia Podal, técnica que aplica em usuários do Centro de Referência há seis anos. Graduada em Biologia, com licenciatura e bacharelado, já passou pela experiência de ensinar em curso técnico de alimentos e trabalhou seis anos na Prefeitura de Simões Filho. Mas a Biologia a levou ao Rio de Janeiro, onde ficou dez anos na área de citotecnologia.
Mas revela que, além de adorar o trabalho do Cedeba, depois que passou a integrar o ambulatório de PICS sua satisfação foi ampliada. “A Reflexologia Podal exige muito do profissional, mas compensa pelas respostas de quem enfrenta o desconforto causado por doenças crônicas como obesidade e diabetes”, avalia. As práticas – destacou – são muito importantes também porque potencializam a importância do auto cuidado.
O ambulatório de PICS do Cedeba, além de Reflexologia Podal e e Reiki oferece auricoloterapia, homeopatia e ioga. O uso de práticas alternativas e complementares começou no mundo na década de 70, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou o Programa de Medicina Tradicional Chinesa – Acupuntura. No Brasil, o PICS começou a ser concebido com a criação do SUS, na década de 80, mas a política só foi aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde em 2006.
Ascom do Cedeba