“Se pudesse ficaria mais tempo”. Esse foi o sentimento do médico Edimar Joaquim da Silva, 34 anos, graduado em Medicina pela UFBA em 2017, ao concluir o estágio eletivo, durante um mês, no Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), como parte da Residência de Medicina em Saúde da Família e Comunidade, que está cursando na Fundação Estatal da Saúde da Família FESF durante dois anos.
O médico justifica a escolha do Cedeba para o estágio eletivo. Como médico da Atenção Primária da Saúde-APS, da Secretaria Municipal de Saúde, em Salvador, já conhecia o trabalho do Cedeba, ”porque eu interagia por meio da plataforma do Telessaúde, fazendo o encaminhamento de pessoas com diabetes.” Saio mais enriquecido, pois pude ver na prática os critérios de admissão, o manejo e a interlocução entre a APS e a atenção secundária e a importância da assistência multidisciplinar”.
PRIMEIRA EXPERIÊNCIA
Com expertise nas áreas de Ensino e Pesquisa, o Cedeba, que se destaca com a Residência Médica em Endocrinologia, agora avança oferecendo estágios para outros cursos de Residência. A diretora do Centro de Referência, Reine Chaves, ressalta que, “além da avaliação positiva da Residência do Cedeba – a primeira opção para quem opta por Endocrinologia – ampliar os conhecimentos para mais profissionais de saúde é muito importante, diante da necessidade de qualificar a APS, face ao crescente aumento do diabetes e obesidade”.
Para a coordenadora de Ensino e Pesquisa do Cedeba, Jeane Macedo, o modelo de estágio cumprido pelo médico Edimar Joaquim da Silva é inovador pela duração de um mês, permitindo ao profissional conhecer o atendimento no Centro de Referência nos ambulatórios de diabetes. ”Essa experiência faz parte da missão do Cedeba, de aperfeiçoar os profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde(SUS)”. O estágio no modelo vivido pelo médico residente em Saúde da Família – destacou – permitiu uma vivência mais completa do Cedeba e oportunidade de acompanhar a experiência da assistência multidisciplinar.
Na avaliação da preceptora da Residência Médica do Cedeba, endcrinologista, Flávia Resedá, também médica do ambulatório de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) , a experiência com o residente em Saúde da Família foi muito enriquecedora por permitir uma imersão das atividades do Cedeba.” Muito perspicaz, ao final do estágio, o médico enxergou estratégias de resolução muito importantes quanto a práticas de encaminhamentos”.
O médico residente, servidor da APS, no distrito de Cajazeiras, conheceu no Cedeba o trabalho dos ambulatórios de Diabetes Mellitus tipo I (DMI) e Diabetes Mellitus tipo II (DM2), do Pé Diabetes, PICS, além de acompanhar a as atividades da Fisioterapia, Psicologia, Enfermagem e atividades de grupo da equipe multidisciplinar.
Na avaliação do residente em Saúde da Família – que se pudesse voltaria para fazer estagio nos ambulatório de obesidade – a interlocução entre a APS e a Atenção Secundária “ é fundamental porque a pessoa com doença crônica, como diabetes, por exemplo, precisa de outros atendimentos. Mesmo sendo atendida num Centro de Referência,precisa e deve permanecer vinculada à APS.
Segundo Edimar Joaquim da Silva – natural de Rio de Contas, mas que se mudou para Salvador para realizar o sonho de ser médico, ficando na Casa dos Estudantes mantida pela Prefeitura de sua cidade – há necessidade de ampliar o rastreamento do diabetes para garantir o diagnóstico no estágio inicial da doença. E o trabalho educativo da APS – defende – tem que buscar o apoio dos sindicatos, igreja e escolas para fortalecer a educação em saúde.
Ascom do Cedeba