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Cedeba promoveu o 6º Encontro de Pessoas com Acromegalia

01/11/2022 11:55

Com o objetivo de oportunizar o autocuidado, através de oficinas de odontologia, embelezamento e estética, Reiki e outras práticas integrativas, o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), realizou na manhã de hoje (terça-feira), o 6º Acrovida – Encontro de Pessoas com Acromegalia e Gigantismo. Além de oficinas, ocorreram momentos de reflexão sobre autoimagem e autoestima.

O evento, realizado no espaço da Residência Médica do Cedeba, abordou temas relacionados ao autocuidado, autoestima e cuidado odontológico, e possibilitou ampla participação, com relatos fortes e emocionantes. Também muitas informações importantes para a compreensão da acromegalia, que se insere no grupo das doenças raras.

A acromegalia é uma doença rara, causada por um tumor benigno que provoca o aumento do hormônio de crescimento em adultos. As principais repercussões são o crescimento indevido das cartilagens, partes moles vísceras, mãos e pés. Além do impacto metabólico na saúde como diabetes, dores crônicas, a patologia traz um desfiguramento facial: aumento do nariz, testa e língua, profusão da arcada dentária, o que traz impacto na mastigação e vida social destes pacientes, que sofrem com a discriminação.

São registrados 3,3 casos por milhão/ano de acromegalia, provocada por tumor benigno da hipófise (adenoma), decorrente da produção exagerada do hormônio do crescimento GH. Quando a acromegalia se manifesta em pessoas jovens, e se não houver tratamento, elas crescem exageradamente (gigantismo).

Os tumores da hipófise, na maioria dos casos são benignos. O caminho mais rápido para alcançar a hipófise é o nariz, por onde é feita a cirurgia para ressecção de tumor, procedimento atualmente feito por via endoscópica. Complicações em razão da cirurgia não são frequentes, mas podem causar perda do olfato e do paladar. O paciente submetido à cirurgia necessita, na sua recuperação, de acompanhamento do neurocirurgião, do endocrinologista e do otorrino. O acompanhamento é feito no ambulatório de Neuroendocrinologia do Centro de Diabetes e Endocrinologia do Estado da Bahia (Cedeba)

A endocrinologista Flávia Resedá, responsável pelo ambulatório de Neuroendocrinologia, afirmou que o encontro foi muito importante para o esclarecimento de questões referentes à doença. “Caso o paciente com acromegalia não seja tratado, a morte passa a ser duas a quatro vezes maior que na população em geral. Como a hipófise é o centro do controle da produção dos hormônios, o aumento excessivo do GH contribui inclusive para o diabetes. Entre os distúrbios associados à doença estão: hipertensão, insuficiência cardíaca, fraqueza, dor de cabeça, alteração visual, depressão e alteração de humor”, pontuou.

Ascom\Cedeba

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