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Cedeba faz exames de retinografia digital no Novembro Azul

18/11/2022 14:20

O retinógrafo portátil, acoplado a um celular, possibilita a realização do exame para o rastreamento da retinopatia diabética (RD), com rapidez e segurança. E a utilização do equipamento fez parte, pelo segundo ano, das ações do Diabetes Novembro Azul, no Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (CEDEBA). Foram 50 exames para pessoas acompanhadas no Centro de Referência, incluindo casos de diabetes gestacional.

Nos exames feitos ontem e hoje, em usuários triados pelos endocrinologistas e que ainda não tinham passado pela Oftalmologia, foram identificados dois casos de retinopatia proliferativa (quando já há comprometimento da visão). Todos as pessoas cujos exames apresentaram sinais de RD, saíram com consulta marca para avaliação com a retinóloga.

Segundo a líder de Oftalmologia do Cedeba, retinóloga Tessa Mattos, o equipamento, no mercado há quatro anos, representa a possibilidade de ampliar o rastreamento da Retinopatia Diabética, na capital e nas cidades do interior, porque o exame pode ser feito por profissionais de saúde treinados e não necessariamente o oftalmologista. No atendimento do Novembro Azul, a coordenadora de Educação em Diabetes e Apoio à Rede, enfermeira Graça Velanes, colaborou fazendo exames. Os dados do exame são enviados para um computador e com os recursos da Telemedicina são avaliados pelo retinólogo (especialista em retina).

Importante avanço

A retinografia digital é um importante avanço –explica Tessa Mattos– por possibilitar a ampliação do rastreamento da Retinopatia Diabética (RD), a mais temida complicação do diabetes, porque as pessoas costumam associar a doença à possibilidade de cegueira. Esse risco diminui em 5%, se houver diagnóstico e tratamento precoces.

E um dos maiores fatores de risco para o desenvolvimento de complicações oculares na pessoa com diabetes, segundo Tessa Mattos, é o descontrole da glicemia. Após 20 anos de diabetes, a chance de ter algum grau de RD – explicou – é de 90% no diabetes tipo 1 (criança e adulto jovem) e de mais de 60% nas pessoas com diabetes tipo 2. Como a doença é silenciosa, nas fases iniciais o paciente não apresenta sintomas, mesmo já apresentando algum grau de RD.

Segundo Tessa Mattos, a única forma de detectar a RD é o exame de fundo de olho. Deve ser feito cinco anos após o diagnóstico para diabetes tipo 1 e, para o diabetes tipo 2, no ato do diagnóstico de diabetes, porque muitas pessoas convivem muitos anos sem diagnóstico. São as complicações que as identificam como diabéticas.

“É preciso evitar a variabilidade dos níveis de glicemia pois é bastante prejudicial oscilar entre hiperglicemia (200) e hipoglicemia (menos de 70). “O tratamento padrão para a RD proliferativa, segundo a especialista, é a panfotocoagulação a laser. Existem medicações que são injetadas no olho, eficazes para tratar o edema macular diabético, a principal causa de comprometimento de visão em pacientes diabéticos “

Manter o diabetes sob controle sistêmico: hemoglobina glicada menor que sete, pressão arterial inferior a 13 – é muito importante na prevenção da retinopatia diabética, uma das complicações mais temidas da doença.

Entendendo a retinopatia

A retinopatia diabética pode ser de dois tipos: a não proliferativa, forma inicial da doença que é detectada quando os vasos do fundo do olho estão danificados, causando hemorragia e vazamento de líquido da retina, chamado de Edema Macular Diabético; e a proliferativa, diagnosticada quando os vasos da retina ou do nervo óptico não conseguem trazer nutrientes para o fundo do olho e por consequência, há formação de vasos anormais, que causam o sangramento.

A prevenção da Retinopatia diabética é muito importante, como explicou a especialista, porque a doença é silenciosa. O diabético pode não ter queixas de problema de vista e a RD, em alguns casos, já está instalada. A RD – informou Tessa Mattos – é a maior causa de perda visual irreversível e previsível em pacientes em idade laborativa (entre 20 e 74 anos) em todo o mundo.

Variada programação

As atividades do Novembro Diabetes Azul no Cedeba, planejadas pela Codar, prosseguiram hoje reunindo profissionais da equipe multidisciplinar. A psicóloga Maria Del Pilar Dacal trabalhou crenças, sentimentos experimentados diante da relação diabetes e alimentação. Ela orientou sobre a possibilidade de transformar os alimentos para possibilitar escolhas e comportamentos mais saudáveis, assim como uma melhor relação com o adoecer, o tratamento e a equipe de saúde.

A alimentação também   foi tema das orientações das nutricionistas Emília Alves Kuwano e Zindizi Pimentel. Elas abordaram a reeducação alimentar, utilizando réplicas de alimentos. A apresentação despertou grande interesse dos participantes que fizeram muitas perguntas. Para a líder em educação do Cedeba, enfermeira Ana Claúdia Perrotta, as Caravanas Temáticas de Saúde, no Novembro Diabetes Azul foram um reforço muito importante para os usuários com diabetes.

 

Ascom do Cedeba

 

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