Inovação pedagógica e estadiamento do câncer de mama marcam falas da abertura e aula inaugural da 2ª turma do Curso de Qualificação em Rastreamento do Câncer de Mama e do Colo do Útero ocorrida na última sexta (24) na Escola de Saúde Pública da Bahia (ESPBA/SUPERH) e transmitida de forma online para todas as regiões de saúde do Estado da Bahia. O curso visa fortalecer as ações integradas para rastreamento, detecção precoce e controle do câncer, especialmente de mama e do colo do útero, potencializando as ações voltadas à atenção integral à saúde das mulheres.
O evento contou com as presenças do Subsecretário da Saúde do Estado da Bahia, Paulo Barbosa representado a Secretária da Saúde, Roberta Santana, da diretora da Escola de Saúde Pública, Marília Fontoura (ESPBA), da diretora de Atenção Especializada (DAE), Maria Alcina Boullosa, da Diretora Adjunta da Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), Luzia Delgado, da assessora da Diretoria de Atenção Básica (DAB), Elisa Carvalho, da coordenadora de Formação técnica e pós graduada (COFTEPG/ESPBA), Milene Moura, da coordenadora de Planejamento e Regionalização (CPR), Claudia Moura, além de parte da equipe de condução do curso, através da Coordenadora Pedagógica (ESPBA), Dera Carina Bastos e da Coordenadora acadêmica (FESF-SUS), Gisella Silva.
Conforme sinalizou a diretora de Atenção Especializada (DAE), Alcina Boullosa, o curso foi idealizado a partir do reconhecimento dos problemas que o estado da Bahia (e todo Brasil) enfrenta em relação às ações preventivas e de detecção precoce do câncer de colo do útero e de mama.
“O Câncer do colo do útero ainda é frequente causa de morte prematura de mulheres até 60 anos e, por isso, foi proposto a realização do curso, que foi discutido e aprovado pela CIB. Contou com o apoio da ESPBA e da Fundação Estadual Saúde Família (FESF), tendo 2000 participantes na 1ª turma e inicia a segunda turma com mais de 800 pessoas, abrangendo 98% dos municípios do Estado”, destaca Boullosa.
Conforme a diretora da DAE, o estado da Bahia evoluiu no rastreio de câncer de mama com a estratégia móvel e já é perceptível a diferença de estadiamento que o câncer de mama é detectado.
A ação educativa regionalizada, integrada, com articulação intersetorial entre as diretorias da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (DAE/SAIS, DGC/SAIS, DAB/SAIS, ESPBA/SUPERH) e intermediada pela FESF, visa o aumento no número de procedimentos e a melhoria da qualidade da coleta dos exames Citopatológicos, com uma estratégia pedagógica reconhecida como inovadora pela Diretora da ESPBA, Marília Fontoura.
“Além da importância de buscar responder a uma necessidade real do serviço, da realidade, na medida em que tinham muitas lâminas que não estavam com a qualidade e era perdida, este curso tem um desenho pedagógico inovador, porque amplia o acesso através do uso da tecnologia, a ponto de poder envolver mais de 2800 trabalhadores discentes, 131 supervisores, instrutores que acompanham a prática. Ou seja, além de desenvolver habilidades cognitivas ou o conhecimento teórico e ao mesmo tempo incentivar a qualificação, a competência prática,
essa articulação teoria-prática que integra ensino-serviço procura incentivar o aprimoramento da prática”, afirma Fontoura.
Com o modelo proposto, a diretora da ESPBA, sinaliza ainda que o curso será avaliado. “Os efeitos da ação educativa na prática dos profissionais, mensurado também a partir dos resultados obtidos com a melhoria da qualidade das lâminas, que esses profissionais vão cuidar, obviamente também irá ampliar esse cuidado e o acesso das mulheres a esse serviço. E isso, é obviamente diminuir o que a gente espera desses indicadores de ocorrência de câncer do colo do útero e de mama”, conclui.
Após as falas de abertura os alunos assistiram à aula: “Qualificação Profissional da APS em Rastreamento do Câncer de Mama e do Colo do Útero. Qual a importância?” proferida pela Diretora de Atenção Especializada (DAE), Maria Alcina Boullosa.
Fonte: ESPBA/SUPERH
12/01/2026 11:30
30/01/2025 14:50