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Caravana dos pés das pessoas com diabetes: reforço de informações do Cedeba e Cepred

18/05/2023 13:59

Regina Lucia dos Santos Lima, 69 anos, com diabetes desde os 50, dirigiu-se hoje ao Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia – Cedeba – para receber medicamento e foi atraída pela Caravana do Pé das Pessoas com Diabetes, evento conjunto do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) e Centro de Prevenção de Deficiências (Cepred). Passou pelas quatro mesas que destacaram ações educativas: “Pés Saudáveis sem Ferimentos”, “Pés com Lesões Pré Ulcerativas e com Ferimentos” “Exercícios para os Pés –Dispositivos descarga do Peso- Calçados” e “Garantia de Direitos: O Que Temos Disponível no SUS”.

Na opinião de Regina Lúcia, que dá atenção especial para a alimentação – confessa que não faz caminhada por morar numa ladeira íngreme no bairro de Brotas – é muito importante a pessoa com diabetes ter um estilo de vida saudável. No seu caso, os cuidados redobraram depois dois enfartes e necessidade de cinco stents. Quanto aos pés, procura usar sapatos confortáveis e não e esquece as massagens. Ela pediu explicações sobre os diferentes calçados que o Cepred dispensa para pessoas com diabetes.

IMPORTÂNCIA DA INTEGRAÇÃO

A integração Cedeba e Cepred é muito importante, na avaliação da coordenadora de Educação em Diabetes e Apoio à Rede, do Cedeba, Graça Velanes, porque é para o Cepred que são encaminhadas as pessoas que precisam de calçados especiais e, também, de próteses e meios auxiliares de locomoção (cadeira de rodas, muleta, andador). O trabalho educativo do Cedeba, focado no autocuidado, continua no Cepred, com a participação da equipe multidisciplinar.

Segundo a fisioterapeuta do Cepred, Lília Márcia Santana, a maior demanda de próteses de membros inferiores “é para pessoas com diabetes”. E não precisa ser acompanhado no Cedeba para ter o atendimento do Cepred. O caminho é buscar um posto de saúde para fazer a inscrição.  A média de tempo entre a primeira e a segunda amputação, caso não haja mudanças de estilo de vida, é de cinco anos. No Cepred- explica – a pessoa que passa a usar prótese, em razão de amputação, é orientada a fazer exercícios para os pés, além de outros cuidados para   prevenir e/ou retardar novas amputações.

O Cepred e o Cedeba também condensam informações sobre autocuidado em materiais didáticos impressos que auxiliam na fixação dos conteúdos. Nas cartilhas, em linguagem simples, as pessoas aprendem desde cuidados com os pés (tipo de calçados, higiene, corte de unhas) e chegam aos Direitos e Deveres das Pessoas com Diabete-, tema apresentado pela assistente social e advogada, Júlia Coutinho, coordenadora de Atenção à Rede, da Codar -, que inclui insumos para controle da doença, direitos sociais, encaminhamento às especialidades e acesso do usuário ao Cedeba e Cepred (cartilha do usuário).

Segundo a assistente social Cíntia Durão, do Cepred, muitas pessoas que chegam para usar a prótese já têm orientação sobre seus direitos, porque grande parte já é usuária do Bolsa Família. Há também um percentual significativo de pessoas trabalhando no mercado informal. ” No nosso trabalho, analisamos cada caso com muita atenção, vendo as situações em que o usuário tem direito ao BPC (Benefício da prestação continuada), mas analisamos também as possibilidade de inclusão no mercado de trabalho, analisando a função que a pessoa exercia antes da amputação e a que se adequa à nova realidade.

ATIVIDADE PERMANENTE

As caravanas da saúde são uma atividade permanente do Cedeba, por meio da Codar, nas salas de espera, mas em datas especiais,” fazemos caravanas temáticas” para reforçar os cuidados. A Caravana do Pé do Diabético, em parceria com o Ceped, foi de grande importância porque   os problemas nos pés das pessoas com diabetes são uma complicação que reduz a qualidade de vida”, destaca Graça Velanes.

A Mesa sobre Pé Saudáveis sem Ferimentos foi conduzida pela líder de educação do Cedeba, enfermeira Ana Claudia Perrotta.Os participantes aprenderam a fazer o autoexame dos pés, Os Cuidados higiênicos dos pés e unhas, os sete comportamentos para o autocuidado.

A Mesa sobre Pés com Lesões Pré-Ulcerativas e com Ferimentos teve a enfermeira do Ambulatório do Pé, do Cedeba, Mariluce Araújo Lopes Queiroz. A equipe do Cepred, com a enfermeira Dilselene Oliveira Vasconcelos, a fisioterapeuta Lilia Marcia Santana e a assistente social Cintia Durão trouxeram exemplos de exercícios personalizados para os pés, tipos de calçados disponíveis e palmilhas, órtese e prótese e controle de taxas.

 

Ascom do Cedeba

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