No mês de maio, em que foi comemorado o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, a equipe da Farmácia do Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (CREASI) realizou atividades educativas, nas praças da Unidade, para abordar o tema, conscientizar e alertar em relação aos riscos causados pela automedicação.
De acordo com o Ministério da Saúde, a automedicação é a principal responsável pelos altos índices de intoxicação por remédios. “A ingestão de substâncias de maneira inadequada pode causar reações como dependência, intoxicação e até a morte. A atividade contribui para um tratamento eficaz e seguro”, salientou Bruna Oliveira, farmacêutica do CREASI, coordenadora de Suporte Diagnóstico e Terapêutico (CSDT).
“Como devo tomar o medicamento?”, “O que devo fazer se eu esquecer de tomar uma dose?”, “Posso beber álcool enquanto estiver tomando este medicamento?”, “Como devo armazenar o medicamento?”, “O que devo fazer se não sentir melhora ou se sentir pior depois de tomar o medicamento?”. Foram alguns dos questionamentos feitos pelos participantes.
Para responder as perguntas, a equipe da Farmácia se utilizou de atividades lúdicas e da cartilha de Educação em Saúde do Conselho Regional de Farmácia da Bahia (CRF-BA), evidenciando a importância de seguir as prescrições médicas e evitar a automedicação. “Sanar dúvidas, orientar e conscientizar são ações diárias, realizadas pelos(as) profissionais, mas a atividade possibilita a divulgação de informações relevantes para um grande número de pessoas”, ressaltou Bruna.
Polifarmácia e Envelhecimento
A Polifarmácia é um fenômeno crescente em idosos(as) e ocorre quando este(a) toma 5 ou mais medicamentos ao mesmo tempo. Essa necessidade pode ocorrer porque o envelhecimento traz consigo uma maior prevalência de doenças crônicas, como: hipertensão arterial, diabetes, artrose, dentre outras.
A população idosa tem maior chance de ter efeitos colaterais devido à utilização da polifarmácia, tornando-se mais suscetível às interações medicamentosas. Para a coordenadora da CSDT, “é essencial que haja um monitoramento, de perto, pelos profissionais de saúde e que os medicamentos sejam prescritos com cuidado, a fim de evitar potenciais danos à saúde das pessoas idosas”.
Ascom do Creasi