O Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (CREASI) realizou Sessão Científica com o médico geriatra Leonardo Melo, com a temática Velhices LGBTQIA+. A atividade fez parte do programa de formação dos trabalhadores da unidade, que promove, semanalmente, encontros de cunho científicos sobre assuntos importantes para a área de geriatria e gerontologia.
A escolha do tema não foi por acaso, são 3,1 milhões de idosos LGBTQIA+ no Brasil, e em 28 de junho foi comemorado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, uma data que alerta para a importância de um mundo que respeite as diferenças. Segundo o Grupo Gay da Bahia, a média de mortes violentas de pessoas LGBTQIA+ duplicou na última década, subindo de 143 mortes/ano (2000-2009) para uma média de 303 mortes/ano (2010 e 2019).
O médico apresentou uma linha do tempo mostrando três gerações de idosos LGBT: “Invisible Generation” (1920-1940), “Silent Generation” (1950-1960), “Pride Generation” (1960-1970); falou da adequação da sigla, e abordou a vulnerabilidade da pessoa idosa, exibindo o conceito da vulnerabilidade Individual, Social e Programática.
“A vulnerabilidade Individual refere-se aos aspectos biológicos, comportamentais, afetivos e cognitivos do indivíduo, levando a maior ou menor vulnerabilidade. A Social é a interferência do contexto socioeconômico e cultural; e a Programática são os recursos sociais necessários para proteção do indivíduo, programas, políticas e serviços de saúde influenciam determinado agravo”, explicou o geriatra.
De acordo com Leonardo, a pessoa idosa LGBTQIA+ é duplamente invisível para a sociedade, por se encaixar em duas minorias. “Por conta disso, é necessário haver uma discussão sobre ambientes e profissionais de saúde mais inclusivos. A discussão sobre o tema e aprofundamento, assim como, pesquisas e dados brasileiros são fatores essenciais”, concluiu o profissional.
17/03/2026 15:52
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