“Há 25 anos, o olhar de leveza no acolhimento e no cuidado”. A mensagem está na camisa que será usada pela equipe multidisciplinar do Núcleo de Obesidade do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia – Cedeba, na celebração que acontece das 8 às 12 horas desta quinta-feira (dia 5 de outubro), no auditório da Escola de Saúde Pública (no Centro de Atenção à Saúde – CAS).
Também com olhar de leveza, a nutricionista, Lorenna Fracalossi captou imagens de pessoas com obesidade atendidas no Cedeba para exposição de fotografias, que integra a programação dos 25 anos. As imagens (são 12 fotos) estão em sintonia com o poema da nutricionista Luciane Barros, a poeta Lu Barros, no poema ”Oi, Prazer em conhecer-me”, que revela as transformações que os pacientes experimentam com o atendimento no Cedeba: “Aqui, aprendi a olhar meu corpo/amá-lo e cuidá-lo/Hoje me sinto mais forte/diante dos desafios/honro a beleza de ser quem sou/e vou trilhando com orgulho/os caminhos que eu escolhi construir”…
A programação será aberta às 8h30 (o credenciamento dos 150 participantes começa às 8 horas) pela líder do Ambulatório de Obesidade, endocrinologista Teresa Arruti. Em seguida, às 9 horas, a abertura oficial com a presença do subsecretário estadual da Saúde, Paulo José Bastos Barbosa, e da diretora do Cedeba, Reine Chaves. A história do Núcleo de Obesidade será apresentada com vídeo, produzido pela psicóloga Viviane Oliveira. Haverá ainda dinâmica sob a responsabilidade da Psicologia, meditação e visita à exposição de fotos.
AMBULATÓRIO SEM ALTA
Na sua caminhada, o Núcleo de Obesidade tem enfrentado desafios diante do aumento da obesidade, como destaca a diretora do Cedeba, Reine Chaves, observando que 57% dos brasileiros estão com obesidade ou sobrepeso. E com o crescente envelhecimento da população, os números tendem a aumentar. Atualmente é grande o número de idosos na faixa etária compreendida entre 60 e 70 anos”. Por isso – explicou –o limite de 60 anos para a cirurgia bariátrica já não existe.
O Núcleo de Obesidade nasceu quando o Cedeba já estava com quase cinco anos – completa 30 anos em março. Segundo Reine Chaves, “ é um trabalho diferenciado porque o paciente é visto integralmente por todos as especialidades. Mais que uma equipe multidisciplinar prevalece a interdisciplinaridade. Atualmente são 4 463 pacientes matriculados no ambulatório – 34% vêm do interior do Estado e 66% de Salvador e Região Metropolitana. Estão em tratamento clínico cerca de três mil pacientes e mais de 1,2 mil foram submetidos à cirurgia bariátrica.
O trabalho do Núcleo de Obesidade, muito bem avaliado pelos usuários, tem grande visibilidade. Foi o primeiro Núcleo de Obesidade no Brasil reconhecido e escolhido pela instituição européia ASCEND – para treinamento da equipe multidisciplinar, que já alcançou a terceira turma. Também todo o caminho que envolve a preparação para a cirurgia bariátrica foi tema do Programa Profissão Repórter, da Rede Globo.
É um caminho feito com muito cuidado e atenção, como observa a endocrinologista Teresa Arruti. Desde o acolhimento, passando pela preparação visando ao encaminhamento para a cirurgia e o pós-cirúrgico. Depois da cirurgia, são cinco anos de acompanhamento, mas não há alta, explica a endocrinologista. O paciente passa a ser atendido na Rede da Atenção Primária de Saúde, mas uma vez por ano é avaliado pela equipe de Obesidade do Cedeba.
Durante a pandemia da COVID 19, o Núcleo de Obesidade – como os demais ambulatórios do Cedeba – continuou assistindo os usuários com intenso trabalho virtual. Por integrar o grupo de risco para a COVID, exigindo mais cuidados, a nova forma de atendimento foi muito importante, como destaca a diretora do CEDEBA. Além de teleconsultas e teleatendimentos, os usuários contaram também com vídeos educativos, produzidos pelo Cedeba, para ampliar o acesso às informações específicas sobre saúde.