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Alimentos ultraprocessados devem ser evitados para garantia de mais saúde

19/10/2023 13:27

Evitar os alimentos  ultraprocessados, consumir com moderação os processados e dar prioridade aos alimentos in natura. Esse é um bom caminho  para a alimentação saudável, como destaca a nutricionista do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia(CEDEBA), Silvana  Gomes. O “Grau de Processamento dos Alimentos” será o tema da primeira  caravana temática do Novembro Azul, no Cedeba, que ela   conduzirá, no dia 1º de novembro, no Corredor do Cedeba, das 8 às 11h30, ampliando os conhecimentos dos usuários  com  diabetes  atendidos  no Centro de  Referência.

Silvana analisou que na vida atual, muitas pessoas  já não preparam os alimentos (comida de verdade), optando por alimentos  prontos (ultraprocessados), ricos em sódio, açúcar, além de  substâncias  químicas  para realçar a cor e o sabor. A maior oferta de produtos industrializados, os apelos  publicitários   também  contribuem  para o  crescimento do consumo de alimentos processados e  ultraprocessados.

DE OLHO NO  RÓTULO

Ao comprar alimentos  ultraprocessados  é muito  importante ficar de olho no rótulo, segundo orienta a nutricionista. Ela  citou  como exemplo a embalagem com  uma porção de 100 gramas de frango empanado. São 17  gramas de carboidratos, enquanto o frango in natura não contém  carboidratos. Logo, se a população em geral, deve evitar os  alimentos ultraprocessados, pessoas com doenças crônicas, como diabetes e  obesidade devem redobrar os  cuidados.

Os alimentos ultraprocessados, de acordo com as explicações de Silvana Gomes,  são ricos em carboidratos, gorduras saturadas, açúcar e sódio. São pobres em vitaminas e minerais,
têm  um número elevado de ingredientes (cinco ou mais) e contêm  ingredientes pouco conhecidos e que não são utilizados  em casa. Uma conquista recente foi a obrigatoriedade  da apresentação da nova  rotulagem frontal que indica o alto teor de açúcar, gordura saturada  e  sódio.

Com o aumento da produção de alimentos industrializados, os preços tornam-se mais  acessíveis, daí serem consumidos  por pessoas  de baixa renda, que  sofrem prejuízos  com a saúde, como  observa a nutricionista do CEDEBA. Em vez de chupar a fruta, muitas  pessoas optam por sucos industrializados, ricos em açúcar e conservantes.

Como a alimentação saudável  é  um dos passos  para o autocuidado nas pessoas com diabetes, “aqui no Cedeba o  trabalho de educação  enfatiza a importância do  descascar mais e desembalar menos, porque  além da saúde  pessoal, cuida-se  também da saúde  do planeta por gerar menos  resíduos  não degradáveis”, pontuou Silva Gomes.

O caminho para alimentação saudável, de acordo com as orientações do Ministério da Saúde, passa por dez passos:

– Fazer dos alimentos in natura ou minimamente processados, a base da alimentação;
– Utilizar óleos ou gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias;
– Limitar o consumo de alimentos processados;
– Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados;
– Comer com regularidade e atenção em ambientes apropriados e sempre que possível, com companhia;
– Fazer compras em locais que ofertem variedade de alimentos in natura ou minimamente processados;
– Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias;
– Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece;
– Dar preferência , quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora;
– Ser crítico quanto às informações, orientações e mensagens sobre alimentação, veiculadas em propagandas comerciais.

A programação das Caravanas Temáticas  no Novembro Azul prosseguirá até o dia 21 de   novembro É uma realização da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar) e Coordenação Multiprofissional  (COMULT). A segunda caravana acontece no dia 7  enfocando “Prevenção do Pé Diabético”.

Ascom do Cedeba

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