No auditório da Escola Estadual de Saúde Pública muitas emoções, nesta manhã, com as atividades que o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) realizou para marcar o Dia Mundial do Diabetes. Fortes depoimentos de usuários do Centro de Referência. Também muitas informações importantes sobre “Alimentação Saudável,” da nutricionista Suane Evangelista, e sobre “Seus Olhos e Diabetes”, tema apresentado pela retinóloga Tessa Mattos, que gerou muitas perguntas.
Na abertura, a fundadora e diretora do Cedeba, endocrinologista Reine Chaves, contou sobre o sonho da criação de uma unidade especializada no tratamento do diabetes. O Cedeba, que completa 30 anos em março nasceu pequeno – o grupo contava com 16 profissionais – mas cresceu bastante ao longo da sua caminhada. Ela destacou a importância do Dia Mundial do Diabetes, observando que a cada 14 de novembro é dia de esperança, de renovar nosso compromisso com a causa do diabetes”.
DEPOIMENTOS
Todos os convidados compareceram. Pessoas da capital e do interior, mas a grande estrela foi a garota Jady Batista da Silva, 11 anos, aluna do quinto ano do ensino fundamental. Ela saiu ontem à noite de moto, com os pais da zona rural de Cipó, a 257 km de Salvador para pegar o ônibus que a Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza. Chegou cedinho, por volta das cinco horas, mas sempre muito alegre. Usuária do Cedeba desde dois anos e sete meses, quando teve o diagnóstico de diabetes Mellitus, tipo 1 (DM1).
Jady acabou de escrever um gibi, onde ensina de forma lúdica os cuidados com o diabetes. Na sua fala, elogiou o trabalho do Cedeba que “me ensinou a levar uma vida saudável, destacando o trabalho de Dra. Mônica (Mônica Rodrigues) que a acompanha no tratamento. Agora Jady sonha com a publicação do gibi que produziu porque “vai levar conhecimentos para quem tem diabetes poder viver melhor”.
Sem esconder a emoção, Sara Santos Ferreira, 16 anos – teve o diagnóstico de diabetes há 10 anos – também mostrou a importância do Cedeba para aprender a conviver com a doença. Destacou o trabalho de “Tia Ceiça” – a pedagoga Ceiça Cristo, que ensina a contar carboidratos – e também agradeceu a dedicação de Dra. Mônica. Murilo dos Anjos, 16 anos, descobriu Diabetes Mellitus tipo 1 há um mês e está providenciado seu ingresso no Cedeba para acompanhamento especializado.
Aos 84 anos de idade – convivendo há 40 com diabetes – o pernambucano José Florêncio se orgulha de estar bem, sem as complicações da doença, “porque aprendi a me cuidar no Cedeba e sigo todas as orientações. Quem se cuida, consegue viver bem com o diabetes “, ensina.
DANÇA E MÚSICA
A coordenadora de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (CODAR), Graça Velanes, incluiu dança e música na programação do Dia Mundial do Diabetes. Com o apoio da voluntária Jeane Braidy, movimentou os participantes com a dança afro Massith que repete desejos que enfatizam energia positiva:” eu quero, eu posso, eu consigo”.
Momento de muita emoção também foi quando todos cantaram o “Vôo de Beija Flor” – o pássaro é o símbolo do Diabetes, da Fundação Internacional do Diabetes- IDF. “Beija- flor, me leva/ Beija Flor, desperta em mim/ Beija Flor, me leva/Beija Flor, desperta em mim” …
A programação do Novembro Azul, no Cedeba, prossegue até o dia 21 com as oficinas temáticas de saúde, iniciativa conjunta da Codar e Coordenação Multiprofissional (COMULT), do Cedeba, para levar reforço de informações sobre diabetes. Quinta e sexta –feira (16 e 17) o tema será Saúde Mental, encerrando com Farmácia Popular, dia 21.
Ascom do Cedeba