“Quando eu oro, eu me sinto bem. Fico bem comigo e com as pessoas”. O depoimento de Natali Batista dos Santos, 55 anos, foi feito hoje, ao participar da Caravana Temática sobre “Promoção da Saúde Mental”, dentro da programação do Novembro Azul Diabetes, do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (CEDEBA) que prossegue até o próximo dia 21. Na dinâmica, tendo como facilitadoras as psicólogas Kécia Lima e Pilar Dacal, cada participante escolhia duas fotos relacionadas a atividades que gerassem bem-estar.
Edvalda dos Santos,73 anos, escolheu uma foto sobre família, e destacou a importância do contato com os familiares para ficar bem. A outra foto foi sobre Yoga. Embora nunca tenha praticado, disse saber sobre a importância da prática para o relaxamento e redução do estresse. À medida em que os usuários discorriam sobre as imagens escolhidas, as psicólogas fomentaram a discussão, e Kécia Lima disse que cada um deve perguntar: “O que me ajuda a ficar melhor? O que me estressa e me desorganiza e, por isso, devo evitar?
ESTRESSE
No Cedeba, onde a assistência psicológica integra o tratamento das pessoas com diabetes, os casos de depressão e ansiedade têm tratamento específico, “mas trabalhamos para fazer o usuário entender que é possível ter uma vida feliz, desde que seja adotado um estilo de vida saudável”, explica Kécia Lima.
Mas o estresse- pontua – que é prejudicial ao controle do diabetes está presente, porque o tratamento exige disciplina quanto à alimentação, uso de medicamentos, sempre nos horários certos. A adesão ao tratamento – explicou – passa pela autodisciplina.
A maior dificuldade na adesão ao tratamento é frequente na adolescência. Há casos de usuários com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1 desde a infância, que passam a ter mais dificuldade de controlar o diabetes a partir da adolescência, porque “essa é uma fase difícil para a população em geral, caracterizada pela afirmação e maior dificuldade para obedecer”.
A mãe de Wericles Dantas Souza,16 anos, está vivendo esse momento difícil com o filho, diabético há seis anos, agora dando muito trabalho para seguir o plano alimentar definido pela nutricionista – o plano é individual, e na sua construção leva em consideração o peso, idade, altura, dosagem de insulina e atividade física. Hoje ele teve consulta com a nutricionista, mas não quis participar das atividades educativas de contagem de carboidratos com a pedagoga Ceiça Cristo.
Já a adolescente Yasmin Cunha de 14 anos, participou ativamente da trilha de conhecimentos hoje, testando seu aprendizado sobre o diabetes. Com diagnóstico de diabetes tipo1 há três anos, observa que “tenho aprendido muito aqui. Levo minha vida normal, como se não tivesse nada” (referindo-se ao diabetes).
Na trilha, a criança/adolescente joga o dado, cujo número corresponde a uma pergunta. Se acertar, avança, mas se errar, volta. A pedagoga Ceiça Cristo disse que o jogo contempla questões muito importantes do tratamento, incluindo atitudes de defesa do meio ambiente com o descarte de maneira segura de material perfuro-cortante, como seringas e agulhas.
Amanhã tem nova Caravana Temática de Saúde sobre “Promoção da Saúde Mental e, no da 21, a programação será encerrada com o tem “Farmácia Popular” no corredor do Cedeba. Realização conjunta da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (CODAR) e Coordenação Multidisciplinar (COMULT), as caravanas de saúde são atividade de rotina que ganham reforço em datas especiais, segundo a coordenadora da Codar, Graça Velanes.
Ascom do Cedeba