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Cedeba apresenta nesta quinta para seus usuários vários aspectos da obesidade

06/03/2024 17:03

São muitos os preconceitos que as pessoas com obesidade enfrentam. A costureira Dilma Nascimento, 42 anos de idade, atualmente desempregada, acompanhada no Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia, conta que nas lojas de roupas e no transporte coletivo, sempre escuta comentários por causa da obesidade. Com 123 quilos – ao chegar ao Cedeba pesava 131 – e 1,60 m de altura, sofre de hipertensão e sente dificuldades para dormir. Apesar dos problemas decorrentes da obesidade, é bem-humorada e diz que ainda vai usar biquíni depois que fizer a cirurgia bariátrica.

Mas a obesidade vai muito além do peso, como observa a nutricionista do Núcleo de Obesidade do Cedeba, Lorenna Fracalossi. Trata-se – explica – de doença multifatorial, que está ligada a aspectos genéticos e comportamentais. Hoje “já caiu por terra de que só é obeso quem quer e que a solução se resumiria a comer menos e se exercitar mais. No tratamento interdisciplinar no Cedeba, todos os aspectos são analisados. Na construção do plano alimentar de cada usuário são levados em consideração os gostos, a realidade cultural e econômica”, pontuou.

DISCUTIR É PRECISO

E o Cedeba, além do acompanhamento individual, também discute em grupos aspectos importantes da obesidade. Amanhã (quinta-feira, dia 6) para marcar o Dia Mundial da Obesidade (4 de março), pessoas com obesidade, acompanhadas no Cedeba, participarão de um evento no auditório da Escola Estadual de Saúde pública, das 8h30 às 11 horas. Depois das boas-vindas da líder do ambulatório de Obesidade, endocrinologista Teresa Arruti, a diretora e fundadora do Cedeba, Reine Chaves, fará a abertura oficial.

Os usuários estão apostando no evento. Maria Cleonice dos Santos, 59 anos, estava sendo atendida hoje no Cedeba, mas disse que tudo fará   para comparecer, embora more no município de Camaçari. Ela fez cirurgia bariátrica há um ano e nove meses e já sente a diferença, ao reduzir o peso de 114 para 93 quilos, “Já   consigo fazer caminhadas leves e até um pouco de ginástica funcional”. Muito satisfeita com o atendimento que recebe no Cedeba, sonha depois de dois anos da bariátrica, fazer as cirurgias plásticas reparadoras, em razão da flacidez decorrente da perda de peso.

A programação que está despertando grande interesse dos usuários do Cedeba trará “Direitos e Garantias da Pessoa com Obesidade”, que será apresentado pela assistente social Fátima Hipólito. “O Mercado de Trabalho para Pessoas com Diabetes” será o tema da médica Tânia Mascarenhas. “Fiz Bariátrica. E agora?” tema do cirurgião bariátrico, Erivaldo Alves. Em seguida, mesa-redonda (perguntas e respostas), coordenada pela endocrinologista Thaisa Trujilo. Para fechar, sessão de alongamento com a fisioterapeuta Lorena Guedes.

Diante do crescimento da obesidade – a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima  para 2025 , 700 milhões de pessoas diagnosticadas-, a endocrinologista Teresa Arruti, do Núcleo de Obesidade do Cedeba, líder do ambulatório de Obesidade, ressalta a  importância de prevenção “que deve começar no pré-natal, além de mudanças no estilo  de vida, que inclui  alimentação  saudável e prática de exercícios físicos”.

Ascom do Cedeba

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