Profissionais à beira da aposentadoria; outros, no meio da caminhada e alguns começando a trabalhar com o Programa Primeiro Emprego, do Governo do Estado. Eles se reuniram nesta manhã na sala de reunião do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) para o encerramento da celebração da Semana da Enfermagem. O evento uniu enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem. Depois da abertura pela coordenadora de Enfermagem, Iara Melo, começou a Roda de Conversa, conduzida pela enfermeira do Serviço de Integração à Saúde do Trabalhador(SIAST) do Cedeba, Kathleen May Silvany de Oliveira com o tema “ Dias de Luta, Dias de Glória”.
O tema da roda de conversa, que abriu espaço para muitas reflexões dos profissionais de Enfermagem, do Cedeba é título da canção da Banda Charlie Brown Jr, uma lição de otimismo e esperança. A letra escrita pelo vocalista Chorão valoriza a superação de adversidades e a celebração de conquistas. “Na minha vida tudo acontece/mas quanto mais a gente rala/ mais a gente cresce”. A persistência também se destaca na letra da canção” A vida me ensinou a nunca desistir/nem ganhar, nem perder/mas procurar evoluir.”
DIAS DE LUTA, DIAS DE GLÓRIA
Logo no início da roda de conversa, à medida em que cada profissional se apresentava e resumia a caminhada pela estrada da Enfermagem, ficava claro as histórias contendo Dias de Luta e Dias de Glória. Mas um ponto em comum: para os profissionais: o Cedeba representa um momento de glória na vida deles. Tendo ingressado no Cedeba no mesmo ano de fundação do Centro de Referência, a enfermeira Cláudia Rosane Souza Fonseca – completa 30 anos de serviço em dezembro – encarou momentos de grande luta, trabalhando durante 27 anos com jornada dupla até se aposentar da iniciativa privada.
Na condução da Roda de Conversa Katheleen deu um conselho aos colegas; “aproveitem todas as oportunidades, porque cada lugar é um mundo que vai precisar ser descoberto”. Ela também destacou a distância que existe entre a teoria e a prática da Enfermagem.
Atualmente , por causa dos aumentos elevados dos planos de saúde, há uma pressão de demanda dos serviços do Sistema Único de Saúde(SUS) que passaram a atender pessoas de maior poder aquisitivo.
Quanto à prática , na sua missão de cuidar, os profissionais de Enfermagem lidam com o sofrimento. É preciso – disse Katheleen – ter empatia com as pessoas que estão sofrendo, mas não é recomendável sofrer, evitando, assim, que o profissional também adoeça. Isso não significa –pontou – ficar encouraçado, mas buscar o equilíbrio.
Na roda de conversa também foram discutidos os diferentes papéis do Conselho Enfermagem – cuida da fiscalização do exercício profissional – e dos sindicatos, estes com a missão de lutar pelos direitos e fortalecimento na numerosa categoria de profissionais de Enfermagem, cujo trabalho é essencial para a equipe de saúde em todos os níveis de atenção à saúde :primária, secundária e alta complexidade.
Ascom do Cedeba
21/03/2026 06:00
20/03/2026 17:23