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Diagnóstico e assistência aos pacientes com Alzheimer foram o principal foco de simpósio promvido pelo Creasi

11/09/2024 12:25

diagnóstico e a assistência ao paciente com Alzheimer foi o principal tema abordado na manhã desta quarta-feira (11), no Seminário “Demência de Alzheimer: quando pensar?”, iniciativa da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), por meio do Centro de Referência e Assistência à Saúde do Idoso (Creasi) e da Área Técnica de Saúde da Pessoa Idosa, em parceria com a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAZ – Bahia), Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) e Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG – Bahia).

Durante a solenidade de abertura do evento, que aconteceu no auditório Lúcia Alencar, na Sesab, o subsecretário estadual da Saúde, Paulo Barbosa, que, na oportunidade, representou a secretária Roberta Santana, disse ver como de grande importância as questões enfocadas durante o seminário, tendo em vista que iniciamos a viver um momento em que a população está envelhecendo mais e trazendo novos desafios para o sistema de saúde, “que sempre foi muito focado em problemas agudos e, rapidamente, precisamos ser capazes de atuar na assistência a doenças crônicas”.

Paulo Barbosa pontuou ainda que nos casos das demências, entre elas a doença de Alzheimer, o grande desafio recai sobre a rede de apoio e os familiares. A geriatra Mônica Frank, superintendente de Gestão dos Sistemas de Regulação da Atenção à Saúde (Suregs), disse que é preciso conviver com a pauta do envelhecimento, lembrando que o idoso é aquele que frequenta continuamente os equipamentos de saúde.

Estigmas da Doença

‘Estigmas da doença de Alzheimer’ foi o tema da palestra do médico Lucas Pereira Prado, presidente da SBGG – Bahia e professor da disciplina Saúde do Idoso da Unifacs. Segundo o médico, a demência é a doença mais desafiadora da população idosa e o Alzheimer é o principal tipo de demência. Ainda de acordo com o especialista, estima-se que, em 2024, existem 1,76 milhões de brasileiros que sofrem com algum tipo de demência, e 2030 serão 2,78 milhões, e que existem muitos casos não diagnosticados.

O presidente da SBGG definiu a doença de Alzheimer como uma doença neurodegenerativa e progressiva, que pode ser retardada ou prevenida quando se cria uma reserva cognitiva, através de práticas como lazer, alimentação adequada, prática de exercícios físicos, convívio social. Em contrapartida, existem fatores de risco – idade, histórico familiar, obesidade, isolamento social, sedentarismo, tabagismo e consumo de álcool.

Centro de Referência

O papel do Creasi como referência no cuidado à população idosa foi destaque durante a programação do encontro. Na unidade, mais de 5 mil pacientes recebem tratamento e medicamentos para Alzheimer. Somente no ano passado, foram mais de 106 mil procedimentos, incluindo consultas de geriatria, cardiologia, neurologia, psiquiatria e reumatologia.

Esse ano, até o momento o Creasi dispensou mais de 267 mil unidades de medicamentos e registrou 825 novos processos de solicitação de acesso a medicamentos. A diretora do Creasi, Helena Pataro, lembrou que o simpósio também marca as ações do Creasi pelo Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer e Dia Mundial da Doença de Alzheimer, reafirmando o compromisso de fortalecer a rede de cuidado da pessoa idosa, e tem como principal objetivo de possibilitar reflexões e discussões sobre a doença, visando ampliar a capacidade diagnóstica e o escopo das práticas de cuidado em saúde, com foco na Atenção Básica.

Sesab\Ascom

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