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Sol, brisa e canto dos pássaros trouxeram energia especial no 8⁰ Acrovida do Cedeba

01/11/2024 15:02

O sol forte, de mãos dadas com uma deliciosa brisa, e o canto dos pássaros tornaram a área externa do Centro de Atenção à Saúde (CAS) em um espaço perfeito para as atividades que o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (CEDEBA) realizou nesta manhã de sexta-feira (01), no 8º Acrovida. O evento planejado para marcar o Dia de Conscientização da Acromegalia reuniu pacientes e servidores do ambulatório, num encontro que agradou aos participantes com atividades como ioga, meditação e dança circular.

A atividade de ioga conduzida por Vinícius Abreu, teve muitos movimentos de respiração, autoacolhimento, contemplação da natureza. Depois, a nutricionista do Cedeba e terapeuta integrativa, Lu Barros, conduziu a meditação. A coordenadora de Educação em Diabetes do Cedeba (Cedar) Graça Velanes, com curso de formação em Dança Circular, encerrou a programação. Explicou o sentido de cada movimento fazendo a correlação entre os sentidos da dança e a vida; A dança ao som de músicas, como o “Voo do Beija Flor” trouxe leveza e beleza.

Antes das 8 horas, servidores iniciaram a distribuição do material educativo no estacionamento do CAS, mobilização muito importante segundo a líder do ambulatório de Neuroendocrinologia do Cedeba, Flávia Resedá, “porque é importante que a população conheça os sinais da acromegalia”. Quando há o diagnóstico precoce aumenta as chances de remissão. Doença rara que registra 3,3 casos por milhão/ano, a acromegalia é provocada por tumor benigno na hipófise (adenoma) pela produção exagerada de hormônio do crescimento (GH) e pode acontecer em qualquer idade.

Mudanças

Há seis anos acompanhada no Cedeba, Miralva Viana, 47 anos, antes era atendida em uma clínica devido ao diabetes de difícil controle. Mas antes, seus pés começaram a crescer – passou do número 36 para o 40. “Cheguei aqui muito fraca e precisei ser internada no Hospital Roberto Santos”. Depois da cirurgia sua vida melhorou bastante, permitindo-lhe trabalhar. É estoquista de uma rede de farmácias em Salvador. Mãe de dois filhos – 30 e 21 anos – conta que faz questão de divulgar os sinais de acromegalia para que as pessoas busquem o diagnóstico. Miralva diz gostar muito da assistência que recebe no Cedeba. “Sinto-me bem acolhida desde a recepção até a equipe médica”.

Trabalhadora da zona rural do município de São Felipe, no Recôncavo da Bahia, Maria das Dores da Silva, 48 anos, está recebendo Auxílio-doença do INSS porque a acromegalia não lhe dá condições para continuar em atividade. Em 2013 ela fez a cirurgia e seu estado de saúde melhorou, mas ainda tem muitos problemas. O que chamou sua atenção para buscar o médico e ter o diagnóstico de acromegalia foi o aumento do rosto “eu media com um barbante de uma orelha a outra. Na semana seguinte, sentia diferença”. Por isso – disse – é muito importante prestara atenção aos sinais da acromegalia.

Conforme a endocrinologista Flávia Resedá, é muito importante prestar atenção aos sinais iniciais da acromegalia: aumento do nariz, orelha, pés e mãos. Pode haver ainda – acrescentou – espessamento da pele e suor excessivo, aumento da oleosidade da pele e de pelos. O ronco também pode ser um sinal de alerta. Quando a acromegalia se manifesta em pessoas jovens, se não houver tratamento, elas crescem exageradamente – gigantismo – atingindo altura de até 2,18 metros, situação que torna a rotina mais difícil, por isso, segundo observou Flávia Resedá, os pais devem ficar atentos, ao perceberem que o crescimento da criança está sendo exagerado.

Caso a acromegalia não seja tratada, há risco de diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial, doença cardíaca e apneia do sono. Síndrome do túnel do carpo, artrite e pólipos intestinais que podem se tornar câncer de intestino, se não tratados.
Na Bahia, o Cedeba, unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) é referência para o tratamento da acromegalia e gigantismo, com atendimento multidisciplinar e dispensação do medicamento de alto custo, usado para tratamento da doença, fornecido pelo Governo Federal.

Caso o paciente com acromegalia não seja tratado, a morte passa a ser duas a quatro vezes maior que na população em geral, segundo a endocrinologista Flávia Resedá. Como a hipófise é o centro do controle da produção dos hormônios – explica – o aumento excessivo do GH contribui inclusive para o diabetes. Entre os distúrbios associados à doença estão também fraqueza, dor de cabeça, alteração visual, depressão e alteração de humor.

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