Convivendo com diabetes mellitus tipo 1, desde os 13 anos, Rafaele Vanine dos Santos participou com muita atenção da caravana temática sobre “Diabetes e Cuidados na Aplicação de Insulina”, neste manhã no Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia(CEDEBA). De Chorrochó, no sertão da Bahia, Rafaele, 35 anos, usa insulina três vezes por dia, mas não mantém a glicemia sob controle porque “exagero na alimentação, principalmente cuscuz”. Conta que chegou até ater progresso com a prática da ginástica funcional, mas reconhece que precisa também controlar melhor a alimentação.
Embora a aplicação da insulina fosse o tema da caravana temática de hoje – a programação do Novembro Azul Diabetes prossegue até o dia 27 – a líder de educação do Cedeba, Anna Cláudia Perrotta, explicou o uso da insulina: integra os sete comportamentos para o autocuidado no diabetes: reduzir os riscos, resolver problemas, comer saudavelmente, manter-se ativo, vigiar as taxas, tomar medicamentos e adaptar-se saudavelmente.
Na oficina que também contou com a participação da enfermeira Nathalie Sales da Silva, usuários do Cedeba tiveram reforço de informações sobre a aplicação, armazenamento e transporte da insulina. Na apresentação, as enfermeiras contaram com o apoio de Vinicius, nome escolhido para um modelo que serve como referência para as demonstrações práticas sobre a correta aplicação da insulina.
Conservação
Os participantes da Oficina receberam o folheto educativo Técnica de Aplicação de Insulina, que orienta até sobre o descarte de seringas e agulhas, para evitar acidentes e proteger o meio ambiente. Mas a enfermeira Ana Perrotta explicou, com muita didática, todos os cuidados: a higiene das mãos para evitar contaminação: a conservação da insulina na geladeira (na terceira prateleira e jamais no congelador). A retirada da insulina da geladeira de 20 a 30 minutos antes da aplicação.
A enfermeira explicou que a insulina é aplicada no tecido subcutâneo (gordura) que está localizado abaixo da pele e acima do músculo. Quanto as regiões, “a absorção da insulina é mais rápida quando aplicada na barriga, seguida de braços, coxas e nádegas. É muito importante fazer o rodízio em cada uma das áreas onde a insulina está sendo aplicada”. A aplicação correta da insulina, segundo Perrrotta, evita problemas como lipo hipertrofia [a camada de gordura sob a pele forma saliências] e também para garantir os efeitos positivos do medicamento. Os usuários do Cedeba também aprendem o ângulo da aplicação que varia conforme o tipo de agulha.
A enfermeira acrescenta que a partir do diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), o paciente terá que usar insulina para sempre, enquanto no tipo 2, que representa 90% do total de casos de diabetes, a insulina é utilizada quando o uso de hipoglicemiantes orais já não mantêm a glicemia sob controle. “Em alguns casos, quando o diagnóstico do diabetes tipo 2 é feito tardiamente e, geralmente em emergência já com manifestação de complicação da doença, o usuário já começa o tratamento com o uso de insulina”, explica Perrota.
Os cuidados com a aplicação correta da insulina não bastam, pois é preciso seguir o plano alimentar, com refeições nas quantidades certas e respeitando o horário, além de manter a prática de exercícios físicos regulares, observa a enfermeira.
Segundo a coordenadora de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar), enfermeira Graça Velanes, “se a pessoa com diabetes seguir o plano alimentar e observar a correta aplicação da insulina, terá menos necessidade de fazer glicemia capilar [ponta de dedo], porque o controle da glicemia será mais efetivo.
Quando não há esse controle, o risco de hipoglicemia aumenta. Mesmo com os avanços, onde se destacam os análogos da insulina, a mudança no estilo de vida é fundamental para o controle glicêmico. A coordenadora do Cedeba de Apoio à Rede, Júlia Coutinho, destaca o papel da educação como o primeiro passo para o autocuidado com o diabetes. Por isso, explica, “mobilizamos a atenção primária na capital e interior, incentivando atividades educativas que ganham reforço especial no mês de novembro”. As oficinas temáticas do Novembro Azul /Diabetes no Cedeba prosseguem até o próximo dia 27. Amanhã (quarta) será apresentado o tema “Descarte de Materiais Perfuro Cortantes”.
Ascom do Cedeba
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