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Cedeba realiza caravana temática sobre monitorização glicêmica

18/11/2024 15:16

Convivendo com o diabetes há 15 anos, Gracilene de Jesus Santos participou com muita atenção da caravana temática sobre Monitoração Glicêmica, na manhã de hoje, no Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba). Ela usa insulina duas vezes por dia, mas, ocasionalmente, apresenta hipoglicemia (quando a glicemia é inferior a 70). Com 59 anos, quer aprender mais para evitar o problema que se manifesta com suores intensos e tremores. Mas, segundo a enfermeira Nathalie Sales dos Santos, a queda do nível de açúcar no sangue também se manifesta com fome excessiva e sinais de desorientação espacial.

A monitoração glicêmica, muito importante no tratamento do diabetes (indispensável para os usuários de insulina) é uma estratégia do autocuidado. Por isso, segundo a coordenadora de Educação em Diabetes e Apoio à Rede do Cedeba), Graça Velanes “incluímos o tema nas caravanas temáticas” do Novembro Azul Diabetes, para reforçar os conhecimentos dos usuários. Hoje, depois das explicações sobre o esquema de automonitorização da glicemia, conforme a insulinoterapia, os participantes também aprenderam como enfrentar a hipoglicemia. E, também, como preencher o mapa da automonitorização.

A monitorização da glicemia capilar é feita com a medição da glicemia (o sangue colhido na ponta do dedo e avaliado com o uso do glicosímetro). Os dados são registrados num mapa, seguindo a orientação da equipe de educação em saúde. O mapa glicêmico, segundo Cláudia Perrotta, líder de educação do Cedeba, é ferramenta importante, não só para a avaliação do médico, mas também para o paciente acompanhar suas glicemias, observando como corpo reage ao que se come, à atividade física, às infecções, gripes, viroses, ao período menstrual ou a qualquer mudança de rotina. Com base nisso – explicou – o médico terá parâmetros para fazer os ajustes necessários da dose de insulina. O mapa serve também como incentivo para o paciente melhorar a alimentação e praticar atividade física, ajudando assim no bom controle.

Conforme a coordenadora da Codar “a monitorização glicêmica é a principal forma de acompanhar o tratamento do diabetes por permitir entender o funcionamento do organismo em relação a certos alimentos, a prática de atividades físicas e a administração das medicações. O teste glicêmico domiciliar proporciona otimização do tratamento e, além disso, o paciente é o agente ativo no processo do seu tratamento”.

A Monitorização Glicêmica domiciliar revela possíveis oscilações da glicemia, percebe os fatores que podem causar hipoglicemia e hiperglicemia, verifica a necessidade de mudança no tratamento do diabetes e ajuda a conhecer e saber agir na presença de outras doenças que o paciente tenha. As enfermeiras Nathalie e Louise Carvalho mostraram a importância da alimentação na prevenção da hipoglicemia. A ceia (a última refeição antes de dormir) é muito importante e deve conter proteína porque a transformação em glicose é mais lenta, ao contrário dos carboidratos, o que garante manter os níveis glicêmicos por mais tempo durante a noite.

Hipoglicemia

Na caravana temática, os participantes tiveram reforço de informações sobre o reconhecimento da hipoglicemia, problema que Maria Elisa Santos Reis, 64 anos, – dez com diabetes- enfrenta, principalmente durante a noite. O esquema para superar a hipoglicemia varia conforme o nível, explicou Nathalie. Glicemia entre 69 e 54, definida como nível I, é preciso consumir para a correção, 15 gramas de carboidratos: três a 4 balas (diet) ou uma colher de açúcar, ou de mel. Ou então, um copo de suco de laranja (suco puro sem água) ou um copo de refrigerante. Quando a glicemia estiver menor que 54, é preciso dobrar o consumo para 30 gramas de carboidratos. Na caravana, os participantes também aprenderam sobre as glicemias (pre-prandial, feitas anates das refeições) e pós-prandial (duas horas após as refeições).

Ascom do Cedeba

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