A Rede de Políticas de Cuidados de Longo Prazo na América Latina e no Caribe (RedCUIDAR+) foi criada em 2020 para apoiar os esforços da região e aumentar a capacidade institucional e técnica dos países na área de cuidados de longo prazo para idosos dependentes. Essa iniciativa conta com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Programa EUROsociAL+ da União Europeia e da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). A Rede CUIDAR+ tem mais de 250 membros de 25 países e incentiva a participação ativa da região em discussões relacionadas aos principais aspectos do cuidado de longo prazo.
A Bahia passou a participar da RedCUIDAR+ através da Secretaria da Saúde do Estado (SESAB), com o Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (CREASI). Nesta terça-feira (26), o Centro de Referência participou de reunião virtual para apresentar a sua atuação no apoio aos cuidadores dos pacientes da Unidade, contando com ações de apoio emocional, orientações técnicas e as ferramentas de autocuidado. A experiência do Centro foi apresentada por se tratar de uma estratégia realizada no Sistema Único de Saúde (SUS), elaborando um Plano Integrado de Cuidados específico para os cuidadores e familiares.
O Programa de Apoio ao Cuidador (PAC) tem como objetivo oferecer suporte emocional e apoio técnico para beneficiar o cuidado e a convivência com a pessoa idosa, com uma equipe formada por assistente social, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo(a), psicólogo(a) e fisioterapeuta. Desenvolve uma oferta de cuidados que inclui grupos terapêuticos, atendimentos individuais e psicoterapia breve, práticas integrativas em saúde (acupuntura e meditação), atendimento simultâneo aos idosos enquanto o cuidador é acompanhado, e grupos de psicoeducação. A experiência é considerada um exemplo a ser replicado por outros países, no desenvolvimento de práticas no processo de cuidados à pessoa idosa.
A diretora do Creasi, Helena Pataro terapeuta ocupacional e gerontóloga, “nós partimos da compreensão que o cuidado é um direito, uma necessidade, mas ele também é um trabalho e uma condição de bem estar social”, ressaltou a gerontóloga. “Essa é uma experiência feita pelo SUS, com uma equipe multiprofissional que inclui também médicos(as) geriatras e de outras especialidades como cardiologista, psiquiatra, reumatologista e neurologista, além de nutricionista e neuropsicóloga”, destacou a TO salientando o conjunto de ações desenvolvidas pelo centro de Referência.
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