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Estratégias para Atenuar a Progressão da Doença Renal Crônica.

Estratégias para Atenuar a Progressão da Doença Renal Crônica.

Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas das Estratégias para Atenuar a Progressão da Doença Renal Crônica.(Clique aqui)

Fluxo de Acesso ao Medicamento de Estratégias para Atenuar a Progressão da Doença Renal Crônica.(Clique aqui)

CLASSIFICAÇÃO ESTATÍSTICA INTERNACIONAL DE DOENÇAS E PROBLEMAS RELACIONADOS À SAÚDE (CID-10)

N18.2 – Doença Renal Crônica estágio 2;

N18.3 – Doença Renal Crônica estágio 3;

N18.4 – Doença Renal Crônica estágio 4;

N18.5 – Doença Renal Crônica estágio 5. 

Atenção: Para consultar as atualizações dos medicamentos e CID-10 desta patologia, acessar o SISTEMA DE GERENCIAMENTO DA TABELA UNIFICADA DE PROCEDIMENTOS (SIGTAP).

 

Medicamentos
  • DAPAGLIFLOZINA 10 MG (POR COMPRIMIDO) - Grupo 2
Documentos necessários

  • Cópia do Cartão Nacional de Saúde (CNS) do paciente;
  • Cópia de documento de identidade e CPF do paciente;
  • Cópia do comprovante de Residência;(em nome do paciente ou responsável), se o comprovante estiver em nome de Terceiros, preencher Formulário (Clique Aqui)
  • Laudo para Solicitação de Medicamentos do Componente Especializado LME,(Clique Aqui) adequadamente preenchido, assinado e carimbado pelo médico (renovar SEMESTRALMENTE);
  • Prescrição médica devidamente preenchida, assinada e carimbada pelo médico. (As prescrições médicas devem obedecer às normas sanitárias vigentes para cada tipo de medicamento solicitado. (LEI Nº 13.732, DE 8 DE NOVEMBRO DE 2018;PORTARIA 344, de 1998;RESOLUÇÃO – RDC Nº 20, DE 5 DE MAIO DE 2011e outros);
  • Termo de Esclarecimento e Responsabilidade -TER;(Clique Aqui) devidamente preenchido, assinado pelo médico e paciente.
  • Formulário de Acesso ao Medicamento para Terapêuticas das Estratégias para Atenuar Progressão da Doença Renal Crônica,(Clique Aqui) preenchido, assinado e carimbado pelo médico. (Caso o Formulário contenha todas as informações necessárias para que ocorra a avaliação, não será obrigatório o relatório médico).
  • Relatório médico com CID-10, informando os seguintes dados: 1. História clínica do paciente; 2. Ausência de critério de exclusão para uso do medicamento, conforme PCDT.

Exames para abertura de processo

  • Creatinina Sérica para estimar a TFG (validade 3 meses)
  • B-HCG (para mulheres em idade fértil, exceto as que já fizeram histerectomia) (validade um mês)
  • Hemograma (validade 3 meses)
  • Sumário de urina (validade 3 meses)
  • Taxa de Filtração Glomerular (validade 3 meses)
  • Pesquisa de Albuminúria (validade 3 meses)
  • RAC – Relação albumina/creatinina urinária. (para pacientes não diabeticos. (validade 6 meses)
  • Ultrassonografia dos Rins e das Vias Urinárias (para pacientes que apresentam TFG ≥ 60 mL/min/1,73 m²) (validade 6 meses) OU
  • Biópsia Renal (validade indeterminada)

Exames de monitoramento

  • Em qualquer estágio da DRC, ao introduzir ou otimizar dose de IECA, BRA ou espironolactona, deve-se monitorizar os níveis de creatinina e potássio após 2 a 4 semanas.
  • DRC estágios 1 e 2 – TFG > ou igual 60 mL/min/1,73m2 na presença de proteinúria ou hematúria glomerular ou alteração no exame de imagem
  • Os pacientes podem ser acompanhados na atenção primária à saúde (APS) para tratamento dos fatores de risco modificáveis de progressão da DRC e doença cardiovascular, de acordo com as recomendações do MS: controle da glicemia, da hipertensão arterial, dislipidemia, obesidade, doenças cardiovasculares, tabagismo e adequação do estilo de vida. A TFG e o EAS devem ser avaliados Periodicidade: anualmente.
  • DRC estágio 3A – TFG entre 45 e 59 mL/min/1,73m2
  • Os pacientes podem ser acompanhados na APS para tratamento dos fatores de risco modificáveis para a progressão da DRC e doença cardiovascular de acordo com as recomendações do MS: controle da glicemia, da hipertensão arterial, dislipidemia, obesidade, doenças cardiovasculares, tabagismo e adequação do estilo de vida.
  • A avaliação da TFG, do EAS, RAC, da dosagem dos níveis de potássio sérico, cálcio, fósforo, hormônio da paratireoide (PTH) e hemograma deve ser realizada anualmente. A dosagem do potássio sérico é necessária porque a redução da TFG está associada à redução da capacidade da sua excreção e, quanto menor a TFG, mais frequente é a hipercalemia associada ao uso de IECA ou BRA. Periodicidade: anualmente.
  • DRC estágio 3B – TFG entre 30 e 44 mL/min/1,73m2
  • Os pacientes devem ser acompanhados na APS, por equipe multiprofissional, para tratamento dos fatores de risco modificáveis para a progressão da DRC e doença cardiovascular de acordo com as recomendações do MS: controle da glicemia, da hipertensão arterial, dislipidemia, obesidade, doenças cardiovasculares, tabagismo e adequação do estilo de vida.
  • Esses pacientes devem ser encaminhados às unidades de atenção especializada em DRC para avaliação quando apresentarem uma das seguintes alterações clínicas: RAC acima de 300 mg/g, se não for diabético; ou perda de 30% de TFG apesar do uso de IECA ou BRA. A avaliação da TFG, do EAS, RAC e da dosagem de potássio sérico deve ser realizada a cada seis meses. Os demais exames relacionados às complicações crônicas da DRC devem ser realizados anualmente. Esses pacientes podem permanecer em seguimento conjunto com o nefrologista ou serem seguidos apenas pelos profissionais da atenção primária.
  • DRC estágio 4 – TFG entre 15 e 29 mL/min/1,73m2
  • O acompanhamento desses indivíduos deverá ser realizado na atenção especializada pela equipe multiprofissional, incluindo médico nefrologista, enfermeiro, nutricionista, psicólogo e assistente social. O tratamento dos fatores de risco modificáveis para a progressão da DRC e doença cardiovascular deve ser mantido de acordo com as recomendações do MS: controle de glicemia, hipertensão arterial, dislipidemia, obesidade, doenças cardiovasculares, tabagismo e adequação do estilo de vida.
  • A avaliação nefrológica deve ser realizada Periodicidade trimestralmente, incluindo TFG, EAS, RAC, dosagem de potássio, hemograma e estoques de ferro. Periodicidade Semestralmente, devem ser avaliados os níveis séricos de cálcio, fósforo, PTH, proteínas totais e frações e bicarbonato. Pacientes nesse estágio deverão ser esclarecidos sobre as modalidades de TRS por uma equipe multiprofissional.
  • DRC estágio 5-ND (não dialítico) – TFG abaixo de 15 mL/min/1,73m2
  • O acompanhamento desses indivíduos deverá ser realizado na atenção especializada pela equipe multiprofissional. A avaliação nefrológica deve ser realizada mensalmente. A equipe multiprofissional deve treinar e preparar o paciente para a modalidade de TRS escolhida por ele.
  • Dosagens de creatinina, ureia, cálcio, fósforo, hematócrito e hemoglobina, potássio e bicarbonato devem ser realizadas mensalmente, enquanto as dosagens de proteínas totais e frações, ferritina, índice de saturação de transferrina (IST), fosfatase alcalina, PTH devem ser realizadas trimestralmente. Dosagens de colesterol total, HDL e triglicérides devem ser consideradas semestralmente para os pacientes em tratamento com estatina, enquanto naqueles sem diagnóstico de dislipidemia, anualmente. Para renais crônicos diabéticos a hemoglobina glicada deve ser monitorada trimestralmente. Os pacientes com TFG < 15 mL/min devem ter exames de ECG, radiografia de tórax ou preferencialmente ecocardiograma e ultrassonografia renal e de vias urinárias anuais.

Unidades de Referência

  • Capital e Região Metropolitana
  • CIMEB – Centro de Infusões e Medicamentos Especializados da Bahia
  • Parque Solar Boa vista
  • End: Av. Laurindo Régis, s/nº - Engenho Velho de Brotas, Salvador - BA, CEP 40250-240
  • Horário: 7h às 18h
  • Tel: da Farmácia: 3116-4935/31171645
  • E-mail:cimeb@saude.ba.gov.br
  • CREASI - Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso
  • End: Av. Antônio Carlos Magalhães, s/nº, Edf. Professor José Maria de Magalhães Netto. Salvador/ Bahia, 41820-000.
  • Tel: da Farmácia: (71) 3103-6139
  • Horário: 7h às 19h
  • E-maiL: creasi.farmacia@saude.ba.gov.br
  • HAN - Hospital Ana Nery
  • End: R. Saldanha Marinho, s/nº - Caixa D'agua, Salvador – BA, CEP 40320-010
  • Tel: da Farmácia: 3117-1877/1863 Horário: 07:30 h às 16:30h
  • E-mail: farmacia.renais@gmail.com
  • Interior
  • Bases Regionais de Saúde e Núcleos Regionais de Saúde (antigas DIRES)

Fluxo de acesso para Salvador

Fluxo de acesso para Núcleos Regionais de Saúde (NRS) e/ou Bases Regionais de Saúde (BRS) - Antigas Dires

Observações

  • Atendimento no CREASI - Pacientes cadastrados no CREASI e com atendimento médico no CREASI, com indicação do uso da Dapagliflozina, poderão dar entrada dos documentos e exames necessários para solicitação do medicamento para Terapêuticas das Estratégias para Atenuar a Progressão da Doença Renal Crônica na própria Unidade, o CREASI cadastra o medicamento no AFSESAB e avalia o processo dos pacientes com idades superiores a 60 anos.
  • A avaliação dos pacientes que se encontram no grupo de risco e ainda não apresentam diagnóstico de DRC deve ser feita no contexto do cuidado dos pacientes com fatores de risco, na unidade básica de saúde.
  • É recomendado que todos os pacientes com DRC sejam acompanhados na atenção primária à saúde. Adicionalmente, para os pacientes nos estágios 3B, 4 e 5 ou A3, também é recomendado o acompanhamento por nefrologistas. A prescrição dos medicamentos, incluindo a dapagliflozina, pode ser realizada tanto no âmbito da atenção primária quanto na atenção especializada à saúde.
Data da Atualização: 05/02/2026