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Hospital Regional de Juazeiro promove ação mensal voltada à saúde mental dos colaboradores

19/09/2025 15:19

Com foco na saúde mental e no bem-estar dos profissionais, o Hospital Regional de Juazeiro (HRJ), complexo vinculado ao Governo do Estado e administrado pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), realizou, na quinta-feira (18), o evento “Cuidando de quem cuida”. A ação, promovida pelo setor de Medicina do Trabalho, contou com dinâmicas interativas e rodas de conversa, além de sorteios de consultas com psiquiatra, reforçando a importância do cuidado emocional no ambiente hospitalar.

Idealizado pela enfermeira do trabalho, Uildmara Ferreira, o projeto nasceu da escuta ativa e da observação do cotidiano dos colaboradores. “Percebi que muitos chegavam à Medicina do Trabalho sobrecarregados, apenas querendo desabafar. Foi aí que senti a necessidade de criar um espaço acolhedor, onde os profissionais pudessem parar, refletir e falar sobre saúde mental de forma natural. Quem cuida de tantas vidas também precisa ser cuidado”, destacou a enfermeira.

A ação também contou com a participação de colaboradores de diferentes setores, como o auxiliar administrativo Luciano Moura, que destacou a relevância do evento. “A abordagem sobre saúde mental foi muito importante, principalmente por estarmos em um ambiente hospitalar, com alta demanda. É essencial entender nossos limites e saber quando buscar ajuda. Cuidar do outro é importante, mas cuidar de si é essencial”, pontuou.

Embora tenha sido inspirada na campanha Setembro Amarelo, voltada à conscientização e prevenção do suicídio, a proposta vai além da data: o evento passará a acontecer mensalmente, como forma de integrar o cuidado emocional à rotina hospitalar. A ideia é construir, de forma contínua, um ambiente mais saudável, empático e equilibrado para todos os colaboradores.

Para Lahis Lopes, psicóloga do HRJ e presidente da Comissão da Diversidade, ações como essa mostram que falar sobre saúde mental é um ato de responsabilidade. “Lidamos com o sofrimento diariamente, e isso exige equilíbrio. Reconhecer nossos limites e buscar apoio não nos torna frágeis, nos torna mais humanos”, afirma.

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