A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (SUVISA), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), realiza nos dias 03 e 04 de março o Encontro Estratégico de Inteligência em Vigilância em Saúde. O evento reúne gestores, especialistas e representantes de instituições nacionais e internacionais para discutir o fortalecimento da inteligência em saúde como ferramenta essencial à tomada de decisão no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre eles: Patrícia Bartholomay, coordenadora-geral de Inteligência Epidemiológica da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde; Alexander Rosewell, coordenador de Emergências e Saúde da OPAS; Sandro Terabe, gerente do Centro de Inteligência Estratégica da Gestão Estadual do SUS (CIEGES/CONASS); Diego Daltro, coordenador-geral da CGTICS; e Marcos Gêmeos, presidente do Conselho Estadual de Saúde (CES).
A iniciativa tem como foco ampliar a integração de dados, aprimorar o monitoramento de indicadores e qualificar a resposta a riscos e emergências sanitárias nos níveis estadual e municipal. O debate também está alinhado às diretrizes do Regulamento Sanitário Internacional (RSI), especialmente no que diz respeito às capacidades de prevenção, preparação, detecção, verificação, avaliação de riscos, resposta e recuperação em emergências em saúde pública, incluindo eventos climáticos extremos.
Durante a programação, foi aprofundado o papel da inteligência em saúde na geração de evidências qualificadas para subsidiar autoridades e informar a população. Especialistas apresentaram os diferentes níveis de análise que estruturam um programa de inteligência descritiva, diagnóstica, preditiva e prescritiva com o objetivo de transformar dados em insights estratégicos capazes de orientar políticas públicas e intervenções mais eficazes. Para a superintendente da SUVISA, Rivia Barros, o encontro representa um marco no fortalecimento da vigilância em saúde no estado.
“A inteligência em vigilância em saúde é hoje um eixo estruturante da gestão. Não se trata apenas de reunir dados, mas de transformá-los em conhecimento aplicado ao território, antecipando riscos, qualificando respostas e protegendo vidas. A Bahia avança ao consolidar uma vigilância cada vez mais integrada, em sintonia com as diretrizes internacionais e com as necessidades concretas da nossa população”, destacou.
Para o gerente do Centro de Inteligência Estratégica da Gestão Estadual SUS/ CONASS, a Bahia se encontra, mais uma vez, na vanguarda destas discussões.
“O debate com o Ministério da Saúde, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), gestores estaduais e municipais, instâncias de controle social, especialistas no tema e trabalhadores do setor tem como objetivo transformar dados em informação e conhecimento, de forma a permitir a tomada de decisões qualificadas, decisões que ficam cada vez mais sofisticadas com o uso da rede de dados como o CIETS (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde), articulada pelo CONASS (Conselho Nacional de Secretários de Saúde”, disse o especialista.
Tarebe salientou ainda que, “embora cada estado construa o seu próprio caminho, todos partilham o objetivo de melhorar a saúde das pessoas com base em evidências, numa gestão pública que não se resume à acumulação de dados, mas sim à sua transformação em equidade”, conclui Terabe.
Investimentos em saúde digital na Bahia superam R$ 120 milhões
O coordenador-geral de Gestão de Sistemas de Tecnologias da Informação e Comunicação na Saúde (CGTICS), Diego Daltro, apresentou um panorama dos investimentos em saúde digital na Bahia. Segundo ele, mais de R$ 120 milhões foram investidos em 2025, resultando em avanços significativos na infraestrutura tecnológica da rede estadual.
Entre os destaques estão a implantação de mais de 135 sistemas, 381 ferramentas de Business Intelligence em operação, 506 bancos de dados estruturados, 22 sistemas em desenvolvimento e a incorporação de 42.811 novos equipamentos à rede de saúde.
Daltro ressaltou ainda o avanço do Centro de Inteligência em Saúde da Bahia, iniciativa estratégica para consolidar a cultura do uso qualificado da informação no SUS estadual. “Os dados não substituem o cuidado, tornam-no mais justo, mais rápido e mais inteligente. O futuro do SUS será 100% digital, porque ser digital é transformar informação em decisão. Com isso, reduzimos tempo, otimizamos recursos e salvamos vidas”, afirmou.
Para Marcos Gêmeos, Presidente do Conselho Estadual de Saúde da Bahia, “participar desse encontro é reafirmar o papel do CES e o compromisso do controle social com a produção de conhecimento, o fortalecimento da vigilância e a defesa de um SUS cada vez mais preparado para proteger a vida da nossa população.”
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