O Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (HOEB), unidade pública administrada pelo Einstein Hospital Israelita, iniciou um novo ciclo do seu programa de residência médica com a chegada de 10 novos profissionais. Com a ampliação, a instituição passa a contar com 40 médicos em formação, reforçando a qualificação de especialistas e contribuindo para a expansão do atendimento ortopédico e de reabilitação no Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre os novos residentes, dois médicos irão se especializar em Medicina Física e Reabilitação, área também conhecida como Fisiatria. O programa implantado no hospital é o segundo da especialidade na Bahia e apenas o terceiro em toda a região Norte-Nordeste, ampliando a formação de profissionais em um campo considerado estratégico para a recuperação funcional de pacientes.
Credenciado pelo Ministério da Educação (MEC) e financiado pelo SUS, o programa busca suprir uma lacuna histórica na formação de especialistas. Atualmente, apenas oito médicos fisiatras possuem cadastro ativo no Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), número considerado insuficiente diante da demanda crescente por tratamentos de reabilitação.
O médico fisiatra cuida de pacientes com condições incapacitantes como dor crônica, sequelas neurológicas, lesões ortopédicas, problemas na coluna, amputações e dificuldades de mobilidade, com o objetivo de recuperar funções do corpo, reduzir a dor e devolver autonomia e qualidade de vida. Para o diretor do Hospital Ortopédico do Estado da Bahia, Roger Monteiro, a formação de novos especialistas representa um avanço importante para o sistema público de saúde.
“A residência médica é uma ferramenta fundamental para fortalecer a assistência especializada no SUS. Ao formar novos profissionais em áreas estratégicas como a ortopedia e a fisiatria, ampliamos a capacidade de atendimento e garantimos que mais pacientes tenham acesso a tratamentos completos, que vão desde o diagnóstico até a reabilitação”, afirma.
A fisiatra Lícia Alexandrino destaca que a escassez de especialistas ainda é um desafio importante no país, especialmente fora dos grandes centros. “O número de fisiatras ainda é muito reduzido na Bahia e no Norte e Nordeste de forma geral. A maioria dos profissionais está concentrada nas regiões Sul e Sudeste, o que limita o acesso da população a esse tipo de cuidado. A formação de novos especialistas é essencial para ampliar o acesso à reabilitação e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, explica.
Os médicos residentes passam por um programa intensivo de formação, com carga horária de 60 horas semanais, que inclui atividades teóricas e práticas, abrangendo desde o diagnóstico clínico até procedimentos cirúrgicos ortopédicos e acompanhamento no processo de reabilitação.
Referência nacional em ortopedia no sistema público, o Hospital Ortopédico do Estado da Bahia já ultrapassou a marca de 21 mil cirurgias realizadas desde sua inauguração. A unidade é atualmente a que mais executa procedimentos ortopédicos no país, com uma média de 1.200 cirurgias por mês, ampliando significativamente o acesso de pacientes do SUS a tratamentos de alta complexidade e excelência assistencial.
Tradição
O Programa de Residência Médica em Ortopedia do Einstein, em São Paulo, celebra em 2026 o seu 12º ano de existência. A iniciativa conta com 60 horas semanais de carga horária, que inclui plantões noturnos e aos finais de semana. Roger Monteiro afirma que trazer essa experiência para a Bahia e aprender com os profissionais da organização representa uma valiosa oportunidade, não apenas para os médicos, mas também para os pacientes, que recebem uma assistência de qualidade. “Na integração entre ensino, pesquisa e assistência, os residentes desempenham um papel essencial na promoção de cuidados de saúde de alta qualidade”, destaca. “Aprender com os profissionais da organização representa uma oportunidade única”.
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