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Hospital Geral Clériston Andrade implanta protocolo para atendimento ao infarto com metas de até 30 minutos para início do tratamento

09/04/2026 14:55

As doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte e internação no Brasil. Diante desse cenário, o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, implantou um novo protocolo para atendimento ao Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), com metas rigorosas de tempo e padronização do fluxo assistencial. A iniciativa, coordenada pelos médicos Bruno Passos e Alexandre Cedro, também inclui a criação do Registro de Infarto do HGCA (RIHCA), ferramenta estratégica para monitoramento e qualificação contínua da assistência.

“O HGCA é o hospital de alta complexidade responsável pelo atendimento dos infartos com terapia trombolítica. Assim, foi criado o RIHCA com o intuito de gerenciar o protocolo de infarto, otimizando o atendimento e garantindo melhor assistência aos pacientes”, explica o coordenador da emergência, Bruno Passos.

O novo protocolo estabelece uma linha de cuidado estruturada desde a chegada do paciente à unidade. A prioridade é o reconhecimento precoce da dor torácica, principal sintoma do infarto, com o envolvimento de toda a equipe, incluindo setores assistenciais e de apoio.

“Para que tenhamos os resultados esperados, é necessário que toda a equipe esteja engajada e atenta aos pacientes que chegarem com dor torácica, que terão prioridade no atendimento. Isso envolve desde a recepção e vigilantes até o transporte pelos maqueiros, classificação de risco, realização de exames e encaminhamento imediato à sala vermelha”, destaca o cardiologista Alexandre Cedro.

Entre os principais avanços estão as metas assistenciais alinhadas a padrões internacionais de qualidade. O protocolo define que o tempo entre a chegada do paciente e a realização do eletrocardiograma, conhecido como tempo porta-ECG, deve ser de até 10 minutos. Já o tempo porta-agulha, que corresponde ao início da terapia trombolítica, deve ocorrer em até 30 minutos.

“Quanto mais rápida for realizada a trombólise, maior a chance de reperfusão do tecido cardíaco, reduzindo a morbimortalidade e garantindo mais qualidade de vida aos pacientes”, afirma o cardiologista.

Embora a maior parte dos atendimentos ocorra na emergência, especialmente nas áreas de classificação de risco e sala vermelha, o protocolo foi desenhado para ser aplicado em toda a unidade, considerando que quadros de dor torácica podem surgir em qualquer ambiente hospitalar.

“Toda a equipe deve ter conhecimento do protocolo, pois qualquer paciente ou até mesmo funcionário pode apresentar um quadro de dor torácica dentro do hospital, e o fluxo precisa ser seguido. O grupo RIHCA, com apoio das diretorias, vem realizando orientações e também fará o treinamento das equipes”, pontua Alexandre Cedro.

Além da assistência imediata, o protocolo prevê o acompanhamento completo da jornada do paciente, desde a entrada na unidade até o tratamento definitivo. O sistema inclui o monitoramento de indicadores como tempo de atendimento, realização da trombólise, possíveis complicações, regulação para cateterismo cardíaco e definição terapêutica, seja medicamentosa, angioplastia ou cirurgia.

“Com o gerenciamento do protocolo, teremos um banco de dados robusto, constantemente alimentado e revisado, com o objetivo de qualificar cada vez mais o atendimento ao paciente com infarto”, conclui Bruno Passos.

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