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Sesab desenvolve ações para ampliar as doações de órgãos

27/05/2026 14:56

Mudar o atual cenário das doações e transplantes de órgãos é a principal meta da  Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes, que nos primeiros quatro meses de desse ano vem apresentando uma sensível redução, segundo o médico Eraldo Moura, coordenador do sistema. Ainda conforme o médico, um dos principais desafios para o Estado é a taxa de recusa familiar à doação de órgãos, que ultrapassa o índice de 70%, acima da média nacional. “Precisamos trabalhar para garantir uma maior aceitação entre as famílias. Transplantes salvam vidas”, afirmou.

Para reverter esse quadro, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) tem investido na capacitação de recursos humanos. Somente no ano passado foram promovidos 22 cursos para médicos para o diagnóstico de morte encefálica, além de diversos outros cursos de treinamento no processo de doação de órgãos, voltados para profissionais de diversas áreas. A ampliação das ações de divulgação e a realização de eventos com diversos parceiros também buscam impactar positivamente os resultados.

A lista de espera por um órgão funciona baseada em critérios técnicos, em que a tipagem sanguínea, compatibilidade de peso e altura, compatibilidade genética e critérios de gravidade distintos para cada órgão determinam a ordem de pacientes a serem transplantados. Quando os critérios técnicos são semelhantes, a ordem cronológica de cadastro, ou seja, a ordem de chegada, funciona como critério de desempate. Pacientes em estado crítico são atendidos com prioridade, em razão de sua condição clínica.

Além disso, algumas situações de extrema gravidade com risco de morte e condições clínicas de um paciente aguardando transplante também são determinantes na organização da fila do transplante. São eventos determinantes de prioridade na fila de doação: a impossibilidade total de acesso para diálise (filtração do sangue), no caso de doentes renais; a insuficiência hepática aguda grave, para doentes do fígado; necessidade de assistência circulatória, para pacientes cardiopatas; e rejeição de órgãos recentes transplantados.

“Cabe destacar que a lista é única tanto para pacientes do SUS quanto da rede privada”, esclarece Eraldo Moura, acrescentando que a negativa familiar e o desconhecimento da sociedade sobre o processo de doação e transplante ainda são alguns dos principais obstáculos para o aumento no número de transplantes.

Deve-se observar que embora o número de notificações de Morte Encefálica (ME) tenha se mantido estável, houve redução das doações efetivadas este ano em  relação ao mesmo período do ano passado. Em janeiro de 2025 foram efetivadas  25 doações, enquanto em janeiro de 2026 esse número recuou para 11doações, com o aumento da recusa familiar atingindo 70,3%.

 

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