Salvador sediou, nos dias 1º e 2 de Junho, a oficina regional da Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS), reunindo gestores e especialistas da Bahia, Alagoas e Sergipe. O objetivo foi fortalecer a proteção à saúde da população por meio da atuação integrada entre municípios, estados e Governo Federal.
Realizado no Gran Hotel Stella Maris, o encontro destacou que a efetivade da Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS) depende diretamente da cooperação entre os entes federativos. Durante a abertura, autoridades ressaltaram a importância do alinhamento de estratégias e da ampliação do diálogo institucional para enfrentar desafios comuns.
Na mesa principal do primeiro dia, a assessora técnica do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Kandice Falcão, apresentou os principais gargalos enfrentados pelas gestões municipais. Entre eles, estão entraves relacionados à gestão e aos processos, limitações estruturais com necessidade de investimentos físicos e tecnológicos e desafios ligados ao capital humano, especialmente na valorização e fixação de profissionais.
Segundo a especialista, o fortalecimento da vigilância em saúde exige estratégias articuladas, que vão desde a atuação das equipes nos territórios até o aprimoramento da governança. Entre as diretrizes apontadas estão a capacitação contínua, o compartilhamento de dados e a revisão de planos de contingência.
A importância da integração entre setores também foi destacada pelo coordenador de articulação interfederativa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Alex Sander. Ele afirmou que ações de fiscalização e controle de riscos ambientais e sanitários não podem ocorrer de forma isolada, defendendo a vigilância em saúde como um sistema único de proteção à população.
O debate contou ainda com a participação da sociedade civil. O conselheiro nacional de saúde Bil Souza reforçou a base política da PNVS e defendeu a criação e consolidação das Comissões Intersetoriais de Vigilância em Saúde nos municípios como instrumentos para o fortalecimento do controle social e da participação popular.
A oficina reúne instituições estratégicas para a saúde pública brasileira, como Anvisa, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conasems, Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), Conselho Nacional de Saúde e a Assessoria do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.
Na tarde do primeiro dia, após as palestras, os participantes se dividiram em grupos de trabalho para aprofundar os debates e propor soluções práticas voltadas às realidades locais.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Suvisa, participou das discussões, contribuindo com experiências e estratégias para o fortalecimento da vigilância no território baiano.
Com a continuidade das atividades nesta terça-feira (2), a expectativa é que os estados nordestinos avancem na definição de metas e na construção de um ciclo contínuo de monitoramento e avaliação, visando a um modelo de saúde pública mais eficiente e adaptado às vulnerabilidades da região.
02/06/2026 12:07
02/06/2026 11:03
02/06/2026 10:57