‘Caracterização clínica, incapacidade e mortalidade de pessoas com acidente vascular cerebral isquêmico em 90 dias’ é o título do artigo elaborado pelos coordenadores da Unidade de Acidente Vascular Cerebral do Hospital Geral Roberto Santos (UAVC-HGRS), a enfermeira Ludimila Santos Muniz e o médico neurologista Pedro Antonio Pereira de Jesus. O trabalho foi publicado na Revista Brasileira de Enfermagem (Reben) e pode ser acessado por meio do link https://bit.ly/reben-hgrs.
Para descrever as características clínicas e a mortalidade de pessoas com AVC isquêmico e, também, comparar a incapacidade antes do evento e 90 dias depois, os pesquisadores desenvolveram um estudo longitudinal, com 308 pessoas hospitalizadas. A coleta de dados ocorreu de março de 2019 a janeiro de 2020. Empregou-se estatística descritiva e inferencial.
Os resultados apontaram uma média de idade de 64,8 anos e a pontuação da National Institute of Health Stroke Scale de 10,7. A média do tempo de internação foi de 11 dias.
Predominaram negros (84%), de escolaridade até o ensino fundamental (68,4%), renda até três salários-mínimos (89,1%), chegada até 4,5 horas do início dos sintomas (57,9%) e internação em unidade especializada (71,8%). Realizaram trombólise (processo pelo qual se dissolve um trombo formado na corrente sanguínea): 26%.
Predominou a categoria assintomática (85,3%) antes do evento e incapacidade moderada/severa (41,5%) após 90 dias. Óbito atingiu 19,7% da amostra.
O artigo concluiu que a alta mortalidade e incapacidade geradas pelo AVC têm implicações para a gestão e cuidado em saúde. Além de Ludimila e Pedro Antonio, são autores do trabalho os seguintes pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (Ufba): Mariana de Almeida Moraes, Fernanda Carneiro Mussi, Elieusa e Silva Sampaio, Tatiana de Sena Leitão e Carlos Antônio de Souza Teles Santos.
Ascom do Roberto Santos
05/03/2026 11:23
09/02/2026 16:49