Saúde no Sistema Prisional

Entende-se por pessoas privadas de liberdade (PPL) no sistema prisional, aquelas com idade superior a 18 (dezoito) anos e que estejam sob a custódia do estado, em caráter provisório ou sentenciados para cumprimento de pena privativa de liberdade ou medida de segurança. Em 2014, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP), foi instituída pela Portaria Interministerial MS/MJ nº 1, de 02 de janeiro de 2014, quando a saúde, no Sistema Prisional, passou a ser um processo articulado de definição de valores, objetivos, diretrizes, normas e estruturas, que tem como finalidade orientar o desenvolvimento de ações, estratégias e produtos, objetivando garantir o acesso das PPL ao cuidado integral no SUS.

O Sistema Prisional da Bahia é composto por 25 (vinte e cinco) Unidades Prisionais (UP) em funcionamento, sendo 10 (dez) na capital, dentre elas, uma exclusivamente feminina, e um Hospital de Custódia e Tratamento – HCT (com homens e mulheres cumprindo medida de segurança e/ou em tratamento psiquiátrico); ainda em Salvador, se encontra em atividade a Central Médica Penitenciária (CMP), equipamento que não é classificado como UP e se constitui como retaguarda para os casos de urgência e emergência no Sistema Prisional. No interior, são 15 (quinze) UP, destas, 07 (sete) são mistas (custodiam homens e mulheres) e 08 (oito) são masculinas. Bem como, 418 delegacias distribuídas em 26 Coordenadorias Regionais da Polícia Civil (COORPINs) em todo o estado.

A PNAISP prevê a integralidade da atenção à saúde das PPL no Sistema Prisional em todo itinerário carcerário, dessa forma, as ações e serviços de Atenção Primária à Saúde (APS) devem ser ofertados preferencialmente intramuros, conforme a Portaria Interministerial MS/MJ nº 2.298 de 09 de setembro de 2021, que institui normas para a operacionalização da PNAISP. Enquanto a oferta das ações e serviços de média e alta complexidade deve ser prevista e pactuada na Rede de Atenção à Saúde (RAS).

A Área Técnica de Saúde no Sistema Prisional (ATSSP) é uma instância propositora, formuladora, articuladora e coordenadora das políticas públicas de saúde relacionadas à população privada de liberdade e tem como objetivo, reduzir as iniquidades deste segmento populacional, bem como assessorar técnica e operativamente os municípios para a implantação e implementação da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas Privadas de Liberdade (PNAISP), contribuindo para a melhoria da qualidade de vida desta população e reinserção social dos indivíduos.

Ações Desenvolvidas:

  • Articulação entre as três esferas de governo com vista a atenção à saúde integral das PPL;
  • Apoio institucional aos municípios na adesão à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade (PNAISP), bem como, na habilitação das equipes de Atenção Primária Prisional (eAPP);
  • Visitas Técnicas às Unidades Prisionais do estado da Bahia, para conhecimento da situação de saúde desta população. E, em outros estados da Federação, objetivando conhecer outras realidades e trocar experiências exitosas;
  • Ações de Educação Permanente, tais como: encontros anuais, seminários, oficinas e ações de qualificação para os profissionais de saúde, policiais penais, trabalhadores administrativos, diretores e coordenadores de segurança das Unidades Prisionais do estado da Bahia;
  • Elaboração/implementação da Linha de Cuidado para as PPL;
  • Articulação com a Atenção Primária à Saúde (APS) dos municípios e Secretariais Municipais de Saúde; com a Diretoria da Atenção Básica (DAB), Diretoria de Atenção Especializada (DAE) e com a Área Técnica de Saúde Mental (ATSM) da SESAB; com o Grupo Condutor da PNAISP/BA (GCE); especialmente com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP) e Secretaria de Segurança Pública (SSP), para desenvolvimento de ações de promoção à saúde para as PPL, bem como monitoramento dos resultados;
  • Orientações e apoio aos municípios com PPL em seu território e as eAPP, em situações de emergência sanitária, surto, epidemia e/ou pandemia que impactam às PPL;
  • Articulação intra institucional, por meio da Coordenação de Promoção da Equidade em Saúde (CPES), incentivando práticas profissionais para o enfrentamento do Racismo Institucional (PCRI) e LGBTQIAPfobia;
  • Formulação do Plano de Ação para a Saúde do Sistema Prisional com apoio do Grupo Condutor previsto na PNAISP;
  • Incentivo à pesquisa em saúde das PPL, articulado ao PPSUS.

Mais informações

Legislação e documentos oficiais:

 

Glossário

Coordenação de Promoção da Equidade em Saúde – CPES
Área Técnica de Saúde no Sistema Prisional – ATSSP
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Tel: (71) 3115-4203
E-mail: dgc.saudeprisional@saude.ba.gov.br