
O risco de importação do sarampo se mantém presente atualmente, visto que a circulação viral não foi interrompida em nível global. Em 2024, a Região das Américas foi novamente verificada como livre de sarampo, mantendo a eliminação da rubéola e da síndrome da rubéola congênita (SRC). No entanto, a recente identificação de múltiplos surtos e casos de sarampo, incluindo alguns fatais, em países e territórios da região, coloca em risco essa conquista.
No Brasil o último caso endêmico de sarampo foi registrado em 2022 e na Bahia, foi interrompida a circulação endêmica no estado em 2020, quando foram confirmados os últimos 07 casos da doença. As ações para a interrupção da circulação do vírus do sarampo e manutenção da eliminação da rubéola vinham sendo reforçadas no Brasil e no estado, incluindo a intensificação vacinal nas fronteiras e locais de difícil acesso, busca ativa de casos suspeitos (ações de rotina e do Dia “S” de Busca Ativa), ações de educação permanente e ações de monitoramento da qualidade da vigilância epidemiológica. Essas ações favoreceram a recertificação do Brasil em 12/11/2024, como país livre do sarampo.
O sarampo é uma doença exantemática, viral, febril, aguda, altamente contagiosa, transmitida de pessoa a pessoa através das secreções respiratórias de quatro a seis dias antes e quatro dias depois do aparecimento das erupções cutâneas.
A única medida efetiva de prevenção contra o sarampo é a vacina, distribuída gratuitamente nos postos de saúde e que também imuniza contra caxumba e rubéola. Essa imunização faz parte do Calendário Nacional de Vacinação.
Orientação aos viajantes
Todo viajante com destino para local onde o sarampo é endêmico que não seja vacinado ou que esteja com esquema vacinal incompleto para prevenção do sarampo, deve se vacinar pelo menos 15 dias antes da viagem;
Os passageiros que retornam, nos últimos 30 dias, das áreas de risco para o sarampo, que tenham tido contato com alguém que apresente sintomas de sarampo, caso apresentem febre e manchas vermelhas pelo corpo, acompanhado de tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite, devem procurar uma unidade de saúde para atendimento imediato.
O que é
Doença viral aguda, altamente contagiosa, grave, que pode acometer pessoas não-vacinadas em qualquer idade.
Como é transmitido?
De pessoa a pessoa, através das secreções nasais ao tossir, expirar ou falar. O contágio também se dá por dispersão de gotículas com partículas virais (aerossóis) no ar, em ambientes fechados como, por exemplo, escolas, creches e clínicas, entre outros. O vírus pode permanecer em ambiente fechado por até duas horas depois da pessoa infectada ter saído do local.
Sintomas
O período de incubação dura de 7 a 21 dias desde a data da exposição até o aparecimento do exantema (manchas vermelhas). Os sintomas da doença incluem tosse, coriza, olhos inflamados (conjuntivite), dor de garganta, febre alta e irritação na pele com manchas vermelhas que se espalham no corpo, começando pela cabeça e indo em direção aos pés. Podem surgir as manchas de Koplik que são pequenos pontos brancos na mucosa bucal na altura do terceiro molar, e ocasionalmente no palato mole e conjuntiva, antecedendo o exantema.
Caso Suspeito
Toda pessoa que apresentar febre e manchas vermelhas espalhadas pelo corpo da cabeça aos pés, acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse e/ou coriza(nariz escorrendo) e/ou conjuntivite (olhos inflamados), independentemente da idade e situação vacinal; ou,
Todo indivíduo suspeito com história de viagem para locais com circulação do vírus do sarampo, nos últimos 30 dias, ou de contato, no mesmo período com alguém que viajou para local com circulação viral.
Complicações
Trata-se de uma doença potencialmente grave, podendo evoluir com complicações como: desnutrição protéico-calórica grave, diarreia, otite média, infecções respiratórias, esfoliações severas da pele, especialmente em crianças malnutridas ou com deficiência de vitamina A, e complicações neurológicas, podendo também evoluir com sequelas (surdez, atraso mental, entre outras) e óbito. Crianças menores de 5 anos de idade, gestantes e imunocomprometidos apresentam maior risco de desenvolver complicações graves por sarampo
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é clínico e pode ser confirmado com exames de laboratório específicos como IgM para Sarampo ou PCR (reação da cadeia de polimerase) para identificar o vírus. Não há tratamento para uma infecção de sarampo que já está estabelecida e é necessário auxílio médico para aliviar os sintomas e acompanhar a evolução do paciente. Normalmente os sintomas desaparecem em dias ou semanas.
Prevenção
Vacinar é o meio mais eficaz de prevenir o sarampo. A vacina Tríplice Viral é indicada para prevenção do sarampo e está disponível nos postos de saúde para crianças a partir de 12 meses de idade. Outra opção é a vacina tetra viral.
Esquema de vacinação por idade
Aos 12 meses de idade:receber a 1ª dose de rotina da vacina Tríplice Viral
Aos 15 meses de idade: receber a 2ª dose de rotina da vacina Tetra Viral.
Pessoas de 5 (cinco) a 29 anos de idade não vacinadas ou com esquema incompleto: devem receber ou completar o esquema de duas doses de tríplice viral, conforme situação encontrada, considerando o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses;
Pessoas de 30 a 59 anos de idade não vacinadas devem receber uma dose de tríplice viral: Considerar vacinada a pessoa que comprovar 1 (uma) dose de vacina com o componente contra sarampo.
Trabalhadores da saúde: considerar vacinado o trabalhador da saúde que comprovar 2 (duas) doses de vacina tríplice viral.
Obs: A vacina é contraindicada em pessoas com suspeita de sarampo, caxumba ou rubéola, gestantes e crianças abaixo dos 6 (seis) meses de idade. Pessoas imunocomprometidas deverão ser avaliadas e vacinadas segundo orientações do Manual do CRIE. Outras contraindicações específicas, consultar a instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação.
Como proceder frente a um caso suspeito de sarampo?
Notificação: notificar, imediatamente, todo caso suspeito em até 24 horas à vigilância epidemiológica;
Investigação: iniciada no primeiro atendimento do paciente devendo acontecer até 48 horas após a notificação;
Coleta de Amostras Laboratoriais: todo caso suspeito deve ser encerrado por laboratório. Deve-se realizar coleta de sangue para sorologia e material para identificação viral (swab de naso/orofaringe e urina), no primeiro atendimento do paciente suspeito;
Bloqueio Vacinal: realizar vacinação seletiva dos contatos do caso suspeito em até 72 horas. A vacinação é a forma mais eficaz na prevenção do sarampo.
CARTILHA
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VÍDEOS
SPOTS DE RÁDIO
Nota Técnica DAB – 03/0219 – Ações preventivas para controle da disseminação do Sarampo
WEBPALESTRAS
01/10/2019 – Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo
21/08/2019 – Manejo Clínico do Sarampo
APRESENTAÇÕES
01/10/2019 – Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo
21/08/2019 – Manejo Clínico do Sarampo
MANEJO CLÍNICO PARA IMPRESSÃO
(formato A3)