HIV

O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é um retrovírus pertencente à família Retroviridae, responsável pelo ataque ao sistema imunológico, sobretudo aos linfócitos T CD4+.  Os agentes causadores do HIV agem a partir da invasão das células de defesa e em seguida os vírus se multiplicam, destroem os linfócitos e são liberados no organismo, dando início a novos ciclos da replicação viral.

No estado da Bahia, entre o período de 2012 a 2021, foram notificados 20.253 casos de HIV e 12.282 casos de Aids.

 

Sinais e Sintomas

Após a infecção pelo HIV, as manifestações clínicas podem ser diferenciadas em três fases: a fase aguda, que ocorre de 0 a 4 semanas quando surgem os primeiros sintomas, tais como hipertermia, sudorese, cefaleia, fadiga, faringite, gânglios linfáticos aumentados, exantema e um leve prurido; na fase de latência, que dura aproximadamente de 8 a 10 anos, o indivíduo não apresenta sinais e sintomas, mas ocorre a multiplicação viral.

 

Formas de transmissão

A principal forma de transmissão do HIV ocorre através das relações sexuais desprotegidas, mas também pode acontecer por transmissão vertical (durante a gravidez, parto ou amamentação), transfusão sanguínea ou por materiais perfurocortantes contaminados, como alicates e agulhas compartilhadas. A partir do momento em que a pessoa é infectada, ela tem a capacidade de transmitir o HIV.

Durante o período de infecção recente, ou durante o estágio mais avançado da infecção, existe um aumento da transmissibilidade do vírus. Outros processos infecciosos e inflamatórios favorecem essa transmissão, especialmente quando presente alguma outra infecção sexualmente transmissível (IST).

 

Diagnóstico

 

O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito por meio de testes, realizados a partir da coleta de uma amostra de sangue. Esses testes podem ser realizados nos laboratórios de saúde pública, por meio do atendimento do usuário nas unidades básicas de saúde, em Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em laboratórios particulares. Nos CTA, o teste anti-HIV pode ser feito de forma anônima e gratuita.

Nesses Centros, além da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento, antes e depois do teste, feito de forma cuidadosa, a fim de facilitar a correta interpretação do resultado pelo paciente.

Todos os testes devem ser realizados de acordo com a norma definida pelo Ministério da Saúde e com produtos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA/MS) e por ela controlados.

Coinfecção TB-HIV

A tuberculose (TB) é uma infecção causada pelo Mycobacterium Tuberculosis, sendo um importante problema de saúde pública. Seu principal sintoma é a tosse seca ou produtiva e persistente, outros sintomas são a febre vespertina, suores noturnos e emagrecimento. Afeta principalmente o pulmão, podendo atingir também outros órgãos. A transmissão ocorre através dos aerossóis provenientes da tosse ou espirro de uma pessoa com Tuberculose pulmonar ou laríngea, em que esta elimina os bacilos e a pessoa não infectada os inala (MANUAL CONTROLE TB NO BRASIL, 2019). A TB uma condição de saúde que pode ser prevenida, possui tratamento e cura.

A estimativa de pessoas infectadas com o Mycobacterium Tuberculosis é de cerca de 2 bilhões de pessoas ao redor do mundo, destes, cerca de 5 a 10% podem desenvolver tuberculose ao longo da vida. No entanto, Pessoas que vivem com HIV possuem de 15 a 21 vezes mais chance de evoluir para forma ativa da doença quando comparados a população geral. É relevante destacar que a tuberculose é a principal causa de morte entre as PVHA no mundo (BOLETIM COINFECCAO MS, 2022).

 

Dessa forma é importante que toda PVHA seja testada para TB e que toda pessoa com tuberculose seja investigada para uma possível coinfecção com HIV, para identificação precoce do quadro e início do tratamento para ambas também com brevidade.

Referente ao cenário da coinfecção no território baiano, no período entre 2013 e 2022 foram notificados 22.284 casos de HIV e 3140 casos de coinfecção TB-HIV. Entre os usuários com a coinfecção TB-HIV, a maioria, salvo em algumas faixas etárias, foi maior entre pessoas do sexo masculino e concentradas na faixa etária entre 30 e 39 anos de idade. No que diz respeito a proporção de pacientes portadores de TB testados com HIV nesse mesmo período, percebe-se o baixo percentual de testagem em todas as regiões, sendo que os menores percentuais são encontrados na região Nordeste, Centro-Norte e Oeste.