O processo de doação de órgãos configura-se um dos mais complexos na área da saúde e depende do envolvimento de toda a sociedade como um todo. Mesmo após o diagnóstico de morte encefálica, o consentimento familiar para doção, só há transplante se houver uma equipe que a realize. E essa equipe deve estar devidamente credenciada e capacitada.
Visando ampliar a rede de doação, aconteceu nos dias 03 e 04 de abril o credenciamento da Equipe da CIHDOTT – Comissão-Intra Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos do Hospital Dom Antônio Monteiro. Uma mobilização da Prefeitura Municipal de Senhor do Bonfim, através da Secretária Municipal de Saúde, Câmara de Vereadores, Fabamed empresa gestora do hospital, Coordenação Estadual de Transplante e Banco de Olhos da Bahia.
A enfermeira América Carolina Sodré, coordenadora da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO), da Secretaria da Saúde do Estado sinaliza o credenciamento da equipe do HDAM como um marco para saúde de Senhor do Bonfim e região.
“Hoje iniciamos uma etapa que representa um ato de amor que é o de salvar vidas, com o credenciamento os profissionais da CIHDOTT – Comissão Intra-hospitalar formada por equipe multiprofissional da área de saúde, estão aptos para realizar as rotinas e protocolos que possibilitem o processo de doação de órgãos e tecidos para transplantes”, afirmou.
Atualmente na Bahia, há 1.217 pessoas aguardando por Transplante de Córnea e cada doação devolve a visão a duas pessoas que esperam na fila a chance de voltar a enxergar. Diga sim à doação porque daqui só se leva o amor”, ressaltou.
Para ser doador de órgãos basta conversar com os familiares e se declarar doador ainda em vida porque para que a doação aconteça, é necessária a autorização dos familiares após a constatação da morte encefálica do paciente. Importante destacar que todos os pacientes são selecionados por compatibilidade do doador. O procedimento é feito por um processo seguro que impede qualquer tipo de crime ou corrupção.
O Papel da CIHDOTT na Doação de Órgãos – A comissão é responsável por organizar dentro da rotina hospitalar a detecção de potenciais doadores de órgãos; viabilizando o diagnóstico de morte encefálica, conforme a Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM). Também tem como função criar rotinas para oferecer aos familiares de pacientes falecidos a possibilidade da doação e articular com a Central de Transplante do Estado a organização do processo de doação e captação de órgãos.