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Bahia elege 76 pessoas delegadas para a etapa nacional da Conferência de Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador

07/07/2025 15:22

A 5ª Conferência Estadual de Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador da Bahia (5ª CESTT-BA) chegou ao fim no sábado (5), reafirmando que a saúde no trabalho é um direito humano fundamental e inegociável. Realizada em Salvador, a conferência reuniu cerca de 800 participantes, entre delegadas(os), observadoras(es), convidadas(os) e equipe de apoio, representando todas as regiões do estado.

Durante três dias, mais de 500 pessoas delegadas de todas as regiões do estado participaram de intensos debates, escutas qualificadas e processos de construção coletiva em defesa da vida e da dignidade das trabalhadoras e trabalhadores baianos.As discussões da conferência foram guiadas por três eixos centrais: “Política Estadual de Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador”, “As Novas Relações de Trabalho e a Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador” e “Participação Popular na Saúde das Trabalhadoras e dos Trabalhadores para o Controle Social”.

Os debates resultaram na avaliação de 108 propostas vindas das conferências macrorregionais, culminando na eleição de 9 propostas prioritárias, 3 diretrizes e na escolha de 76 representantes que levarão as demandas da Bahia para a 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora.

Em um cenário marcado pela precarização das relações de trabalho e pelo ataque a direitos históricos, a 5ª CESTT-BA se consolidou como um espaço potente de resistência, articulação e formulação de políticas públicas. “A conferência é a expressão viva da democracia participativa no SUS. É neste espaço que reafirmamos que trabalho digno é aquele que promove saúde e respeita a vida. A Bahia mais uma vez mostrou sua força, organização e compromisso com a luta da classe trabalhadora”, afirmou Marcos Gêmeos, presidente do Conselho Estadual de Saúde da Bahia.

Ele ainda pontua que foram dias onde a população baiana, a classe trabalhadora de diversos segmentos, não só da saúde, puderam definir as propostas que irão compor a Política Estadual e também as que foram encaminhadas à Conferência Nacional.

“Foi com muito entusiasmo e alegria que vimos pessoas de várias regiões da Bahia virem defender aquilo em que acreditam, o que foi construído nas plenárias populares, municipais e nas nove conferências macroregionais. Foi uma conferência marcante, participativa, com a presença de trabalhadores indígenas, quilombolas, mulheres, homens, pessoas com deficiência. Um verdadeiro divisor de águas na construção da política de saúde da trabalhadora e do trabalhador, que tratou de temas como o cuidado de quem cuida, saúde mental e a redução da carga de trabalho. Me sinto honrado por ter conduzido esse momento histórico”, afirmou.

A conferência é uma realização do Conselho Estadual de Saúde da Bahia, em parceria com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), com participação ativa de gestoras(es), profissionais de saúde, usuárias(os) do SUS, representantes sindicais e movimentos sociais.

A luta segue com ainda mais vigor: pela valorização do SUS, pela ampliação da participação popular e por uma sociedade mais justa, inclusiva e saudável para todas e todos.

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