“Mudando o narrador: com a palavra, o protagonista da cena social” é o título da campanha do Núcleo de Estudo e Prevenção do Suicídio para o biênio 2024-2026, a partir da Campanha da IASP, “Mudando a narrativa sobre o suicídio”.
Esse ano, em alusão ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, 10 de setembro, o NEPS realizará um encontro com o título homônimo ao da campanha, revela a psicanalista Soraya Carvalho, coordenadora do Neps.
Esse encontro, através de Rodas de Conversas compostas por tentantes e sobreviventes do suicídio, tem como objetivo franquear a palavra e dar voz aos que protagonizam essa realidade social. O NEPS compreendeu que para haver uma redução no número de mortes por suicídio faz-se necessário uma mudança nos paradigmas que compreendem esse grave problema de saúde pública mundial e isso envolve a forma como estamos fazendo a prevenção, afirma Carvalho.
“Há anos atuamos como tradutores do seu sofrimento para a sociedade. Contudo, não há ninguém mais indicado para falar sobre a dor do que quem está acometido por ela. Dessa maneira, defendemos que se ao protagonista da cena social for dado espaço para que sua narrativa autoral, autêntica e reveladora alcance a sociedade, isso promoverá uma reflexão mais aprofundada acerca do sofrimento que é negado e cujo estigma vem se perpetuando há séculos na visão que se tem desses sujeitos”, adverte Soraya.
Ouvir sobre o suicídio, pela voz de quem se decidiu pela morte e não pelos seus tradutores, pode despertar na sociedade uma percepção mais empática, respeitosa e humana daqueles que vivem essa realidade. Por isso, nesse 10 de setembro de 2025 estaremos realizando um feito inédito que é franquear a palavra, dar a voz àquelas pessoas que durante tantos anos tiveram suas dores silenciadas, sufocadas, amordaçadas e difundi-las nas redes sociais e plataformas de acesso do grande público.
“Precisamos ouvir abertamente sobre o suicídio!” Agora é a hora de a sociedade e governantes escutá-los e de incluirmos na discussão para que todos juntos possamos desenvolver ações e políticas públicas que contemplem as necessidades e anseios daqueles que escolheram a morte como saída. Nós acreditamos que para serem efetivas, para que possam atuar de fato no problema e assim reduzir os números de suicídio no planeta, as ações e políticas públicas de prevenção do suicídio devem incluir, ouvir e considerar o que dizem os protagonistas da cena social”, finaliza a psicoterapeuta.
19/09/2025 15:19
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