O CEDAP promoveu, nos dias 12 e 18, roda de conversa sobre Letramento Racial, fortalecendo o compromisso institucional com a promoção dos direitos humanos, da equidade e do enfrentamento ao racismo em suas múltiplas dimensões. A atividade teve como propósito ampliar a compreensão coletiva sobre o tema e fomentar práticas antirracistas no cotidiano de trabalho da unidade.
Ao longo dos encontros, foram discutidos aspectos fundamentais para o entendimento do racismo, incluindo a consciência da branquitude, os mecanismos históricos de reprodução de desigualdades e o impacto da eugenia na formação social brasileira. Destacou-se, ainda, que Salvador é a cidade que abriga a maior população negra fora do continente africano, dado que reforça a centralidade do debate racial no contexto baiano.
Os encontros abordaram também os diferentes tipos de racismo presentes na sociedade: estrutural, institucional, religioso, ambiental e algorítmico; demonstrando como essas formas se manifestam e moldam experiências, acessos e oportunidades. Foram discutidas, ainda, expressões linguísticas de cunho racista, suas implicações simbólicas e práticas, bem como estratégias para combatê-las de forma consciente, contínua e responsável.
A condução da atividade foi realizada pela ouvidora adjunta da unidade, Bárbara Gomes, com a participação no primeiro dia de Yakini Sele, estudante do Bacharelado Interdisciplinar em Saúde e integrante do programa Permanecer SUS, e no segundo dia de Arthur Moura, também estudante do Bacharelado Interdisciplinar em Saúde da UFBA, cujas presenças enriqueceram o diálogo ao trazer aportes teóricos e vivências da juventude negra no campo da saúde.
A iniciativa reafirma o compromisso do CEDAP em promover espaços de diálogo qualificado, formação crítica e fortalecimento de políticas públicas antirracistas, contribuindo para uma prática institucional mais justa, humanizada e alinhada aos princípios do SUS.
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