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Cedeba faz nova caravana sobre descarte de materiais perfurocortantes

23/07/2024 12:49

O técnico de enfermagem Vinicius de Jesus, 24 anos, com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1(DM1) desde os 11, aprendeu ainda adolescente, no Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) a fazer o descarte correto de materiais perfurocortantes e contaminantes/diabetes, mas fez questão de participar nesta manhã da Caravana sobre o tema, que se insere no Julho Amarelo. É o mês definido pelo Ministério da Saúde para fortalecer as ações de prevenção e tratamento das hepatites virais.

Maria Lucia Santos da Luz, 37 anos, DM1 desde os 19 anos, também assistiu com muita atenção as explicações da enfermeira da Codar, Nathalie Sales dos Santos, que conduziu a caravana no corredor principal do Cedeba, das 8h30 às 11 horas. Pela importância do tema e elevado número de usuários do Cedeba em insulinoterapia, “vamos fazer nova caravana no próximo dia 30 de julho (terça-feira) fechando o Julho Amarelo”, informou a coordenadora de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar), Graça Velanes. Assim, pontuou, estamos reforçando o autocuidado, muito importante para mais saúde.

Mais proteção

Nathalie apresentou, com cartazes bem didáticos, os materiais perfurocortantes e contaminantes gerados por usuários de insulina. A quantidade de resíduos produzidos pela insulinoterapia doméstica – observa Graça Velanes – é muito grande e, com o aumento progressivo de indivíduos com DM, tem-se o consequente aumento no número de usuários de insulina em domicílio e, de forma proporcional, o uso rotineiro de seringas, canetas, agulhas e algodão, bem como lancetas, para a realização constante do controle glicêmico por meio do teste capilar rápido.

Na caravana educativa, ação do EducaDiabetes/Codar, a enfermeira Nathalie ensinou como fazer o descarte correto dos materiais que não devem ser jogados no lixo doméstico, mas entregues numa unidade de saúde. Os materiais devem ser acondicionados em plásticos resistentes (embalagens de amaciantes e iogurtes). O ideal são caixas de papelão rígido fabricadas especialmente para o descarte.

O descarte incorreto dos materiais perfuro cortantes/contaminantes representa risco ao meio ambiente podendo contaminar o lençol freático. Também é uma ameaça à saúde dos trabalhadores dos lixões, diante do risco de acidentes e contaminação com o vírus da hepatite.

A enfermeira Nathalie também apresentou cartaz com os cuidados para evitar a contaminação pelo vírus da hepatite B. Não compartilhar agulhas ou seringas, proteger, fazer sexo com segurança (usar camisinha), não compartilhar alicates, nem tesourinhas (material usado em salão de beleza deve ser de uso individual).

Os participantes da Caravana também tiraram dúvidas sobre a vacina contra hepatite, doença que causa inflamação no fígado. Pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. Em alguns casos, são doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas. As hepatites virais são inflamações causadas por vírus que são classificados por letras do alfabeto em A, B, C, D (Delta) e E. No Brasil, mais de 70% (23.070) dos óbitos por hepatites virais são decorrentes da Hepatite C, seguido da Hepatite B (21,8%) e A (1,7%)

As hepatites são doenças que nem sempre apresentam sintomas, mas, quando estes estão presentes podem ser: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. O diagnóstico e o tratamento precoces podem evitar a evolução da doença para cirrose ou câncer de fígado.

Por isso, é tão importante fazer os exames. O diagnóstico pode ser feito por testes rápidos que dão o resultado em uma hora. Também existem exames feitos em laboratório. Os testes rápidos para os tipos B e C estão disponíveis nos serviços públicos de saúde para todas as pessoas. Se você tiver mais de 40 anos, é muito importante fazer o teste de hepatite C.

Ascom do Cedeba

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