1. Trabalho como princípio educativo, considerando as necessidades emanadas da realidade dos serviços e do cotidiano de trabalho dos profissionais envolvidos, bem como da gestão das unidades dos serviços e do sistema de saúde em geral;
2. Educação permanente como estratégia para valorização do trabalhador, bem como da potencialidade pedagógica dos processos de trabalho no desenvolvimento das ações de qualificação, formação e gestão;
3. Perfil epidemiológico da população como referência para organização curricular ou para definição dos conteúdos a serem trabalhados em cada curso ou situação;
4. Desenvolvimento integral do trabalhador enquanto sujeito histórico, o que significa tomar como referência esse trabalhador, gestor ou usuário em situação, considerando suas dimensões políticas, culturais e sociais, expressas nas relações que estabelece no cotidiano de vida e trabalho;
5. Problematização da realidade de trabalho, num movimento de ação-reflexão-ação, favorecendo uma aprendizagem significativa e a apropriação ativa de conhecimentos e experiências que subsidie a reorientação das práticas e dos processos de trabalho em sua totalidade;
6. Dialogicidade estabelecendo uma ação comunicativa na produção/construção e desenvolvimento dos processos educativos e de gestão do trabalho;
7. Co-responsabilidade como compromisso de cada trabalhador e/ ou gestor com o processo de trabalho, com a atenção prestada ao usuário, com a formulação, implementação e acompanhamento das políticas de saúde;
8. Humanização no sentido de estimular trocas solidárias entre gestores, trabalhadores e usuários para a produção de saúde e a produção de sujeitos;
9. Compartilhamento solidário no desenvolvimento das ações e no uso de recursos financeiros e materiais existentes ou a ser buscados;
10. Co-gestão e articulação entre as unidades de formação e as áreas técnicas e, sempre que necessário, parceria com as Instituições de Ensino Superior (IES) e com o Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia (COSEMS-BA) para desenvolvimento de processos educativos em larga escala como forma de ampliar o acesso e governabilidade destes;
11. Articulação para gestão intersetorial, considerando a heterogeneidade do campo da Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde envolvendo outras esferas de gestão, a atenção oferecida aos usuários do SUS e a participação social.
12. Tutoria como estruturante dos processos educativos (presencial e a distância) como estratégia para apoiar e mediar a construção do conhecimento;
13. Integração entre os diversos saberes (saber técnico e saber pedagógico) e entre as diferentes competências (cognitiva, técnico-operacional, ético-afetiva), focando, principalmente, a valorização e aprofundamento de saberes pedagógicos como competência principal da EESP;
14. Disseminação dos conhecimentos e multiplicação dos processos educativos;
15. Valorização dos conhecimentos produzidos no ambiente de trabalho;
16. Articular aprendizagem individual e aprendizagem coletiva tomando-se como referência as concepções das organizações que aprendem – incentivando e criando condições para disseminar os conhecimentos, através da formação de multiplicadores;
17. Principio da escuta e interação, incluindo os movimentos e modelos que valorizem as várias relações entre os atores que participam de determinado processo (dimensão relacional e ação comunicativa);
18. Favorecer e potencializar as competências estratégicas e fornecer subsídios para o desenvolvimento das carreiras estabelecidas no Plano de Cargos, Carreira e Salários;
19. Organização curricular conjugada ou articulada, de forma que complexos temáticos, módulos ou disciplinas possam ser compartilhados nas propostas formativas a serem certificadas nas modalidades de atualização, aperfeiçoamento ou especialização;
20. Avaliação de possíveis mudanças nos processos de trabalho, contemplando as mudanças nos processos de trabalho (avaliar os efeitos do processo educativo) e na constituição dos sujeitos.
Fonte: Projeto Político Pedagógico da EESP
