Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à saúde (CID – 10):
CIDs – Hepatite B:
B16.0 – Hepatite aguda B com agente Delta (coinfecção), com coma hepático
B16.1 – Hepatite aguda B com agente Delta, (coinfecção), sem coma hepático
B16.2 – Hepatite aguda B sem agente Delta, com coma hepático
B16.9 – Hepatite aguda B sem agente Delta e sem coma hepático
B17.0 – Superinfecção Delta aguda de portador de hepatite B
B18.0 – Hepatite viral crônica B com agente Delta
B18.1 – Hepatite crônica viral B sem agente Delta
Medicamentos:
Alfapeginterferona 2a (αpegINF): solução injetável contendo 180 mcg;
Entecavir (ETV): comprimidos de 0,5 mg;
Fumarato de tenofovir desoproxila (TDF): comprimidos de 300 mg;
Imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHAHB): 1.000 UI IM;
Tenofovir alafenamida (TAF): comprimidos de 25 mg.
1. Critérios para Iniciar Tratamento:
Independente dos níveis de transaminases (ALT) ou carga viral, o tratamento deve ser iniciado se o paciente apresentar:
– Cirrose ou Insuficiência Hepática: Diagnóstico clínico, por imagem ou biópsia;
– Histórico Familiar de CHC: Em parentes de primeiro grau.
– Manifestações Extra-hepáticas: Como poliarterite nodosa ou glomerulonefrite relacionada ao HBV.
– Prevenção de Reativação: Pacientes que iniciarão quimioterapia ou terapia imunossupressora potente.
2. O Combo para fechar diagnóstico (Casos Crônicos): Presença do vírus, atividade viral e dano ao fígado:
– Presença do Vírus/Perfil Viral (marcadores sorológicos): HBsAg – positivo por 6 meses; HBeAg – define replicação; Anti-Hbe – define controle da replicação;
– Quantidade de Vírus (Carga Viral) – acima de 2.000 UI/mL;
– Dano ao Fígado: o Estado do Órgão (Bioquímica) e a Estrutura (Fibrose) – ALT (TGO) e AST(TGP) indicam se há inflamação/necrose das células do fígado no momento; Bilirrubinas, Albumina e TAP/RNI Avaliam se o fígado ainda consegue exercer suas funções de síntese e filtragem. Creatinina e Clearence de Creatinina são marcadores essenciais para escolher o fármaco (o Tenofovir/TDF é nefrotóxico; se o rim estiver ruim, você terá que optar pelo Entecavir). Elastografia Hepática (Fibroscan): É o padrão-ouro não invasivo. Se o resultado for F2, F3 ou F4, o tratamento costuma ser indicado independente de outros fatores.; USG de Abd Superior: Para rastrear nódulos (câncer) e sinais visíveis de cirrose (baço aumentado, ascite).Biopsia Hepática: Cada vez menos usada, mas ainda é o critério final se houver dúvida diagnóstica.
3. Coinfecções e Grupos Especiais
– HIV/HBV: Todos os pacientes coinfectados devem receber tratamento que contemple o HBV (geralmente esquemas contendo Tenofovir);
– Gestantes: Indicado se a carga viral for muito alta (> 200.000 UI/mL) no terceiro trimestre, para prevenir a transmissão vertical.
| Se você tem… | E o paciente tem… | Conduta |
| HBsAg (+) em Teste Rápido | Sinais de Cirrose (USG ou Exame Físico) | Tratar. (Mas peça HIV e Creatinina antes da primeira dose). |
| HBsAg (+) em Teste Rápido | Fígado Normal no USG | Aguardar. Precisa de ALT e Carga Viral para decidir. |
Cópia do Cartão Nacional de Saúde (CNS) do paciente Cópia de documeto de identidade com foto e CPF do paciente Cópia do comprovante de residência Formulário de Solicitação de Medicamento – Hepatite B: https://siclomhepatites.aids.gov.br/documentos/SOLICITA%C3%87%C3%83O_TRATAMENTO_HEPATITE_B.pdf Prescrição médica devidamente preenchida, assinada e carimbana pelo médico Registro no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) em 7 dias
a) preferencial: HBsAg (TR ou imunoensaio laboratorial) reagente E HBVDNA detectável;
b) alternativo: HBsAg (TR ou imunoensaio laboratorial) reagente E anti-HBc total reagente ou HBeAg reagente.
https://www.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/Exames-monitoramento-Hepatite-B-1.pdf
Capital:
Interior:
Fluxo de acesso: https://www.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/Fluxo-de-acesso-4.jpg
Nao se aplica. O acesso ao tratamento das Hepatites Viral tipo B ocorre através das farmácias vinculadas ao programa das hepatites virais. Verifica a relação no tópico “Unidades de Referência”.
Fluxo de acesso: https://www.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/Fluxo-de-acesso-4.jpg
A vacinação é a principal medida de prevenção contra a hepatite B, sendo oferecida de forma universal e gratuita no SUS. Outros cuidados importantes para a prevenção da infecção pelo HBV incluem o uso de preservativo em todas as relações sexuais e o não compartilhamento de objetos de uso pessoal, tais como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure e equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings.
O paciente portador de Hepatite B deve ser imunizado para a Hepatite A.
Pacientes com HBV-DNA ≥ 2.000 UI/mL, independentemente do status do HBeAg e níveis de ALT elevados (≥ 52 U/L para homens e ≥ 37 U/L para mulheres) em duas medidas consecutivas, com intervalo mínimo de 3 meses elas, devem ser tratados.
A presença de alterações na biópsia hepática que indiquem fibrose significativa (≥F2) e/ou atividade (≥A2), pela classificação METAVIR, são indicativas de tratamento.
Outros critérios para indicação de tratamento ou profilaxia com antiviral consultar o PCDT- Hepatite B e Coinfecções de 2023.