A gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório, provocada pelo vírus da influenza, com grande potencial de transmissão. O vírus é transmitido a partir das secreções respiratórias, através do contato com partículas eliminadas por pessoas infectadas ou mãos e objetos contaminados por secreções. Algumas pessoas, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com alguma comorbidade, possuem um risco maior de desenvolver complicações devido à influenza.
A melhor maneira de se prevenir contra a doença é vacinar-se anualmente, pois a vacina é capaz de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus influenza reduzindo o agravamento da doença. Além da adoção de medidas gerais de prevenção para toda a população a exemplo da lavagem das mãos com água e sabão ou usar álcool gel e adotar etiqueta respiratória ao tossir ou espirar (cobrir boca e nariz), entre outras.
Além da vacinação orienta-se a adoção de outras medidas gerais de prevenção para toda a população, como: lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel, principalmente antes de consumir algum alimento; utilizar lenço descartável para higiene nasal; cobrir o nariz e boca ao espirrar ou tossir; evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; não compartilhar objetos de uso pessoal; manter os ambientes bem ventilados; evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe; evitar aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes ventilados); medidas estas, comprovadamente eficazes na redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, especialmente as de grande infectividade, como vírus da gripe.
De acordo com o Protocolo de Tratamento de Influenza 2017, do Ministério da Saúde, o uso do antiviral Fosfato de Oseltamivir está indicado para todos os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e casos de Síndrome Gripal (SG) com condições ou fatores de risco para complicações. O início do tratamento deve ocorrer preferencialmente nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas.
Condições e fatores de risco para complicações: grávidas em qualquer idade gestacional, puérperas até duas semanas após o parto (incluindo as que tiveram aborto ou perda fetal); adultos ≥ 60 anos; crianças < 5 anos (sendo que o maior risco de hospitalização é em menores de 2 anos, especialmente as menores de 6 meses com maior taxa de mortalidade); população indígena aldeada ou com dificuldade de acesso; Indivíduos menores de 19 anos de idade em uso prolongado de ácido acetilsalicílico (risco de síndrome de Reye).
Indivíduos que apresentem: pneumopatias; tuberculose; cardiovasculopatias (excluindo hipertensão arterial sistêmica); nefropatias; nepatopatias; doenças hematológicas; distúrbios metabólicos; transtornos neurológicos; imunossupressão associada a medicamentos; neoplasias, HIV/aids ou outros; obesidade.
Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à saúde (CID – 10):
J09-Influenza devida a vírus da influenza [gripe] aviária identificado.
J10 (J10.0, J10.1, J10.8)-Influenza devida a outro vírus da influenza [gripe] identificado.
J11 (J11.0, J11.1, J11.8)-Influenza [gripe] devida a vírus não identificado.
U04-Síndrome respiratória aguda grave.
Medicamentos:
Fosfato de oseltamivir 30 mg – Cápsula
Fosfato de oseltamivir 45 mg – Cápsula
Fosfato de oseltamivir 75 mg – Cápsula
Zanamivir 5 mg – Pó para inalação oral
Prescrição médica atualizada
Documento de Identificação
CNS
Síndrome Respiratória Aguda Grave:
O quadro clínico pode ou não ser acompanhado de alterações laboratoriais e radiológicas, como:
- Hemograma (leucocitose, leucopenia ou neutrofilia);
- Bioquímica do sangue (alterações enzimáticas; musculares – CPK – e hepáticas – TGO, TGP, bilirrubinas);
- Radiografia de tórax (infiltrado intersticial localizado ou difuso ou presença de área de condensação).
Outros exames que podem ser solicitados:
- Coleta de amostras de secreções respiratórias para exame laboratorial, preferencialmente antes do tratamento;
- Exame cardiorrespiratório e oximetria de pulso.
Gestantes e Puérperas:
- Exame físico, incluindo ausculta e frequência respiratória, assim como os demais sinais vitais e a aferição da oximetria de pulso. São considerados sinais de alarme em gestantes valores de frequência respiratória >20 rpm ou frequência cardíaca >100 bpm.
Capital:
Unidades com funcionamento 24horas (hospitais, UPAS e PA).
Hospital Especializado Octávio Mangabeira (HEOM). Endereço: Praça Conselheiro João Alfredo, S/N - Pau Miúdo, Salvador - BA, 40320-350. Telefone: (71) 3117-1610. Horário de funcionamento:Aberto 24 horas
Gripários
Unidades Básicas de Saúde (conforme organização da SMS).
Interior:
Unidades com funcionamento 24horas (hospitais, UPAS e PA) e outras que sejam estabelecidas pelo município.
As unidades de saúde de Salvador e os municípios vinculados a Regional de Saúde de Salvador deverão realizar programação via SIGAF, diretamente para a DASF, sem intermediação da Base Regional de Saúde. A retirada dos medicamentos para os hospitais e municípios da Regional de Salvador, é realizada na CEFARBA. Compete aos municípios a disponibilização do estoque de medicamentos nas unidades de saúde, preferencialmente nas unidades com funcionamento 24 horas. O usuário deve ter acesso através das unidades de referência do município ou nas unidades com funcionamento 24 horas (UPAS, PAs, Hospitais).
As unidades hospitalares (rede própria, ou parceria público-privada) localizadas na cidade de Salvador solicitam o Oseltamivir diretamente à Diretoria de Assistência Farmacêutica (DASF), através do sistema SIGAF.
As unidades hospitalares da rede privada que fazem atendimento exclusivamente através da saúde suplementar e privado, devem ser responsáveis pelo provimento do estoque do Oseltamivir para atendimento dos pacientes internados.
Em situação de atendimento ambulatorial, as unidades privadas podem emitir a prescrição e direcionar o paciente ou seu representante para retirada em unidade SUS.
O Oseltamivir deverá ser solicitado por todos os Núcleos e Bases Regionais de Saúde (NRS/BRS) à Diretoria de Assistência Farmacêutica (DASF), através do Sistema Integrado de Gerenciamento da Assistência Farmacêutica – SIGAF. As Bases e Núcleos deverão suprir suas respectivas Secretarias Municipais de Saúde, as quais deverão manter estoque estratégico, preferencialmente em unidades com funcionamento 24 horas (Hospitais/UPAS/PA) que fazem parte da sua rede.