Mpox

A Mpox é uma doença zoonótica viral causada pelo mpox vírus (MPXV), do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae. É importante destacar que os primatas não humanos (macacos) não são reservatórios do vírus da varíola (anteriormente conhecida como Monkeypox). Embora o reservatório seja desconhecido, os principais candidatos são pequenos roedores (esquilos) das florestas tropicais da África, principalmente na África Central e Ocidental. Existem dois clados distintos do vírus: clado I (com subclados Ia e Ib) e clado II (com subclados IIa e IIb). Em 2022–2023, o surto global de mpox foi causado pelo vírus do clado IIb.

A doença constituiu uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) em dois momentos, primeiro no período de 23 de julho de 2022 até 11 de maio de 2023 com a variante do clado II do vírus de mpox, e em 14 de agosto de 2024, quando o Diretor-Geral da OMS, declarou novamente que mpox constitui uma ESPII devido a circulação da variante do clado Ib do vírus MPXV, difundido principalmente através da transmissão sexual e com maior potencial de transmissibilidade e letalidade.

O primeiro caso de mpox do Clado II no Brasil foi registrado em 8 de junho de 2022, na Bahia em 13 de julho de 2022. Em 19 de agosto de 2024, a OMS publicou as recomendações temporárias voltadas para preparação e resposta ao evento em andamento. No dia 05/03/2025, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso da nova variante no Brasil. A paciente, uma mulher de 29 anos, residente da região metropolitana de São Paulo, teve contato com um familiar procedente da República Democrática do Congo.

A portaria GM/MS Nº 5.192, DE 14.08.2024 institui o Centro de Operações de Emergências (COE) de Saúde Pública para MPOX no âmbito do Ministério da Saúde e orienta sobre ações de controle do agravo de acordo com os estágios operacionais.

No momento o país tem classificação nível 2.

A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoa infectada pelo mpox vírus e materiais contaminados com o vírus. A principal forma de transmissão é por contato direto com lesões de pele, erupções cutâneas, crostas ou fluidos corporais (secreções, sangue) de uma pessoa infectada. O contato indireto com superfícies e objetos recentemente contaminados, contato com secreções respiratórias via gotículas respiratórias usualmente requer contato mais próximo entre o paciente infectado e outras pessoas, o que torna trabalhadores da saúde, membros da família e outros contatos próximos, pessoas com maior risco de serem infectadas.

Os sintomas comuns da mpox são erupção cutânea dolorosa ou lesões nas mucosas que podem durar de 2 a 4 semanas, acompanhadas de febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, falta de energia e gânglios linfáticos inchados.

O diagnóstico do mpox é realizado de forma laboratorial em todos os pacientes com suspeita da doença. A amostra será coletada da crosta ou secreção das lesões em pele ou mucosas e encaminhado para os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN).

O painel epidemiológico é atualizado semanalmente e apresentam dados epidemiológicos de 2022 até a última semana epidemiológica.

No site da MPOX da SESAB encontramos informações para orientação da população e profissionais de saúde e os Boletins de Mpox.

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