Doenças exantemáticas

Doenças exantemáticas

 

SARAMPO

É uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, potencialmente grave, transmissível e extremamente contagiosa, muito comum na infância. É transmitido diretamente de pessoa a pessoa, através das secreções nasofaríngeas, expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Essa forma de transmissão é responsável pelo elevado contágio da doença. Tem sido descrito, também, o contágio por dispersão de gotículas com partículas virais no ar, em ambientes fechados como, por exemplo: escolas, creches e clínicas. Define-se como caso suspeito de sarampo, toda pessoa, independentemente da idade e da situação vacinal anterior, que apresente febre e exantema (manchas vermelhas no corpo), acompanhado de tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite; ou todo indivíduo considerado como caso suspeito, com histórico de viagem nos últimos 30 dias para áreas de risco com comprovada circulação do vírus do sarampo.

 

RUBÉOLA

É uma doença exantemática benigna de etiologia viral de alta contagiosidade, transmitida de pessoa a pessoa través de contato direto com gotículas de secreções nasofaríngeas de pessoas infectadas. A transmissão indireta, mesmo sendo pouco frequente, ocorre mediante contato com objetos contaminados com essas secreções, sangue e urina. Define-se como caso suspeito de rubéola, todo paciente que apresente febre e exantema maculopapular, acompanhado de linfoadenopatia retroauricular, occipital e cervical, independentemente da idade e situação vacinal anterior.

 

SÍNDROME DA RUBÉOLA CONGÊNITA (SRC)

É uma importante complicação da infecção pelo vírus da rubéola durante a gestação, principalmente no primeiro trimestre, podendo comprometer o desenvolvimento do feto e causar aborto, morte fetal e anomalias congênitas: catarata, glaucoma, microftalmia, microcefalia, meningoencefalite, surdez, retardo mental, retinopatia, etc. Define como casos suspeito de SRC, todo recém-nascido cuja mãe foi caso suspeito ou confirmado de rubéola; todo recém-nascido cuja mãe foi contato de caso confirmado de rubéola, durante a gestação e toda criança de até 12 meses de idade, que apresente sinais clínicos compatíveis com infecção congênita pelo vírus da, independente da história materna.

 

VARICELA

É uma doença viral, aguda, altamente contagiosa, conhecida como catapora caracterizada por surgimento de exantema de aspecto maculopapular. A principal característica clínica é o polimorfismo das lesões na pele que se apresentam nas diversas formas evolutivas (máculas, pápulas, vesículas, pústulas e crostas), acompanhadas de coceira. A infecção materna no primeiro ou no segundo trimestre de gestação pode resultar em embriopatia. Entretanto, o maior risco da varicela é quando ela acomete pacientes imunocomprometidos, podendo atingir inclusive o sistema nervoso central. A infecção primária produz a doença, depois, o agente infeccioso pode permanecer latente nos gânglios nervosos próximos a medula espinhal e a sua reativação causa o herpes-zoster, que ocorre por debilidade do sistema imunológico.

 

PROTOCOLOS

2019 – Protocolo de Varicela

2018 – Protocolo de Varicela

2017 – Protocolo de Sarampo, Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita